Homem mata mulher durante culto evangélico no Rio, diz PM

iurd_logoCrime aconteceu em filial da Igreja Universal, em Vila Isabel, na Zona Norte. Depois de uma briga com policiais, suspeito foi baleado e também morreu.

Publicado originalmente no G1

Um homem matou uma mulher a facadas, na noite deste domingo (6), durante um culto evangélico realizado na filial número 89 da Igreja Universal do Reino de Deus, localizada na Avenida 28 de Setembro, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio.

Segundo as primeiras informações do 6º BPM (Tijuca), o suspeito tentou fugir, mas foi detido por policiais militares que patrulhavam a região. Houve confronto com os PMs, que atiraram. O homem também morreu.

O caso foi registrado na 19ª DP (Tijuca) e será investigado pela Divisão de Homicídios (DH).

Leia Mais

Presos fazem culto evangélico para tentar fugir em Curitiba (PR)

Julio Cesar Lima, no Estadão

CURITIBA – Um grupo de presos da carceragem provisória da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), na Vila Isabel, em Curitiba, tentou aproveitar o barulho promovido por um falso culto evangélico – em que os “fiéis” oravam e gritavam – para escapar da prisão, mas foi impedido pelos policiais.

O fato aconteceu na madrugada desta quarta-feira, 12, e a simulação do culto foi confirmada pelo delegado Gerson Machado. “[Os presos] organizavam um culto religioso para poder, em meio a orações e músicas cantadas em som alto, serrar as grades”, disse o delegado por meio de uma nota.

Segundo Machado, o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) foi chamado para conter o motim. A delegacia tem capacidade para 50 presos, mas abriga 110 e chegou a ser alvo de críticas do grupo ligado aos direitos humanos da OAB. Essa é a quarta tentativa de fuga em menos de dois meses.

Os três líderes da tentativa frustrada foram transferidos para o Centro de Triagem II, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

dica do João Marcos

Leia Mais

Criatividade em luto: Morre o carnavalesco Joãosinho Trinta

Carnavalesco Joãosinho Trinta morre aos 78 anos; foto mostra ele em visita aos preparativos do carnaval de SP

Publicado na Folha.com

O carnavalesco Joãosinho Trinta, 78, morreu neste sábado. Ele estava internado desde o último dia 3 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do UDI Hospital, em São Luís (MA), cidade onde nasceu. Fiel à máxima de que “Pobre não gosta de pobreza, gosta de luxo”, o maranhense foi um dos responsáveis por modernizar o Carnaval do Rio.

Nascido João Clemente Jorge Trinta, em 1933, o carnavalesco, artista plástico, cenógrafo e bailarino chegou a capital carioca em 1951, aos 18 anos. Cinco anos depois, passou a integrar o Balé do Teatro Municipal do Rio. Amigo do poeta Ferreira Gullar, chegou a dividir um apartamento no Catete com o conterrâneo.

Em 1963 ingressou na Acadêmicos do Salgueiro e ajudou o carnavalesco Arlindo Rodrigues com o enredo “Xica da Silva” (samba-enredo de Anescarzinho do Salgueiro e Noel Rosa de Oliveira). A escola foi campeã.

Criador dos grandes carros alegóricos, só foi “assinar” um desfile como carnavalesco em 1974, também para o Salgueiro.

Membro da equipe de Fernando Pamplona, Trinta ajudou a transformar os desfiles no que são hoje. Perderam espaço os passistas que desfilavam livres no chão, sem carros alegóricos ou fantasias mirabolantes, ao som de sambas sincopados, para dar espaço a espécie de “ópera popular”, em que as alas desfilam em blocos seguindo coreografias moldadas à risca para contar o enredo da escola.

Repleta de sucessos, a carreira de Trinta como carnavalesco foi polêmica.

Em 1989, a Beija Flor de Nilópolis, então sob o comando do carnavalesco, foi impedida de levar para o Sambódromo a imagem de um Cristo mendigo dentro do enredo “Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”.

Para burlar a proibição e ao mesmo tempo criticar a Igreja, que havia recorrido à Justiça para vetar o uso da imagem, Joãosinho envolveu a estátua em plástico preto, com uma faixa onde se lia “Mesmo proibido, olhai por nós”. A escola ficou em segundo lugar –a campeã foi a Imperatriz Leopoldinense– mas o carnavalesco fez um desfile histórico, lembrado até hoje como um dos mais emocionantes da passarela do samba.

Foram 17 anos na Beija-Flor de Nilópolis, mas no início dos anos 2000 Joãosinho transferiu-se para a Grande Rio.

Em 2004, a escola de samba o demitiu horas antes da apuração oficial, alegando insatisfação com a concepção do enredo “Vamos Vestir a Camisinha, Meu Amor…”. Segundo a Grande Rio, a ideia da escola era realizar um desfile para a conscientização do uso da camisinha e do perigo das doenças sexualmente transmissíveis.

No entanto, a concepção do carnavalesco era mais sexualizada, com carros alegóricos que reproduziam imagens do “Kama Sutra” (manual indiano de posições sexuais). Dois carros com cenas de sexo foram encobertos, por recomendação da Promotoria de Infância e Juventude de Duque de Caxias (região metropolitana do Rio). A escola classificou-se em 10º lugar.

Joãosinho se afastou do carnaval em 2006, depois de sofrer um segundo AVC (acidente vascular cerebral)– o primeiro foi em 2004.

De tão associado à festa virou tema de documentário, livro e, claro, samba enredo. No filme “A raça síntese de Joãosinho Trinta”, lançado em 2009, os autores investigam o processo de criação de um enredo para uma das muitas escolas de samba em que ele trabalhou.

No Rio, atuou na Beija Flor, Viradouro, Rocinha, Grande Rio e Vila Isabel, onde coordenou seu último carnaval.

Atualmente, Trinta estava no Maranhão trabalhando em projetos da Secretaria da Cultura para a comemoração dos 400 anos de São Luís, em 2012. Ele planejava um cortejo de 5 mil pessoas, repleto do luxo que o tornou famoso, para contar a trajetória da cidade.

foto: Danilo Verpa/Folhapress

Leia Mais