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Os melhores anúncios com o Papa

Publicado por AdNews

O Papa é Pop também na publicidade / FOTO: Reprodução

O Papa é Pop também na publicidade / FOTO: Reprodução

O Papa Bento 16 anunciou, na última segunda-feira, 11, que irá renunciar do cargo no próximo dia 28.

Esta é a primeira vez em quase seis séculos que um Papa abdica da função. O último fazer isso foi Gregório 12, em 1415.

O líder da Igreja Católica e sucessor de Pedro, segundo a tradição, é sempre tema de produtos da indústria cultural.

O Sumo Pontífice costuma ser representado em filmes e músicas e, é claro, em anúncios.

O Adnews separa algumas peças marcantes que trouxeram o Santo Padre como protagonista.

Confira:

“Unhate”
Agência: Fabrica, Itália
A polêmica imagem do Papa Bento XVI a beijar Safwad Hagazi, imã do Cairo. O Vaticano pediu a retirada da imagem.

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“Grandes notícias. Tamanho pequeno”
Agência: Jung von Matt, Alemanha
O Papa como criança para mostrar que, apesar do tamanho, o jornal Welt Kompakt tem grandes notícias.

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“Se você tem uma boa história, as pessoas vão confiar em você.”
Agência: Istropolitana D’Arcy
Anúncio para divulgar o trabalho da agência eslovaca especializada em storytelling.

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“Nem o papa deixa tudo nas mãos de Deus.”
Agência: DM9
Anúncio feito para divulgar o Itaú Seguros.

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“Pela primeira vez na história, o encontro do Papa com o Espírito Santo.”
Agência: Criativa
Peça criativa que utiliza a vinda do papa ao Brasil para promover o jornal A Tribuna.

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Para presidente do Olodum, Bahia virou a terra de Ivete Sangalo

João Jorge, presidente do Olodum, diz que divisão desigual de recursos no Carnaval empobrece a Bahia

João Jorge, presidente do Olodum, diz que divisão desigual de recursos no Carnaval empobrece a Bahia

Nelson Barros Neto, na Folha de S.Paulo

É Carnaval em Salvador, e João Jorge Rodrigues, 57, presidente do Olodum, crava: há um monopólio na divisão de recursos na folia da Bahia, que é “terra de uma artista só” -Ivete Sangalo.

Na força da cantora, o líder do “bloco mais aclamado e conhecido no planeta”, em suas palavras, vê um caráter étnico: ela é branca.

A vinda a Salvador de atrações como o sul-coreano Psy, diz, é mais um retrato de uma Bahia que não valoriza seus artistas, sua negritude.

João Jorge falou à Folha na sede do Olodum, em um belo sobrado encravado no Pelourinho. Em seguida, tinha outra entrevista: com o americano Spike Lee, 55, que filma “Go Brazil Go!”, documentário sobre a ascensão econômica do país, que também vai abordar o Brasil da perspectiva racial.

Sobre isso, ele sentencia: a capital baiana “é campeã mundial de apartheid”. Sobretudo nos dias de folia.

Mestre em direito público pela Universidade de Brasília (UnB), João Jorge vai na contramão do discurso dominante entre os envolvidos no Carnaval de Salvador.

Folha – Enquanto cresce a participação popular em blocos de rua no Sudeste, o Carnaval é criticado na academia e por referências do samba e do próprio axé.

João Jorge – O Carnaval do país é um retrato do Brasil atual. Ele é um Carnaval discriminatório, segregado, com mecanismos que reproduzem o capitalismo brasileiro: a grande exclusão da maioria em beneficio de uma minoria.

Seria ingenuidade esperar que no Carnaval de Salvador, de São Paulo, do Recife ou do Rio nós tivéssemos democracia, oportunidade, igualdade. Você passa 359 dias no ano praticando toda forma de violência institucional, de racismo institucional, e você quer que em seis dias o Carnaval seja democrático?

A situação é pior na Bahia?

Aqui, ainda mais. Você tem um segmento que tem os melhores patrocínios, maior visibilidade, todos os recursos. Há cordas separando os blocos do povo.

Estamos falando da possibilidade de o Carnaval ser mais generoso. Além de ser uma festa da alegria, proporcionar também àqueles que fazem cultura ter apoios tão generosos quanto o de quatro grupos. Mas é ilusão achar que isso mudará em curto prazo. Os atores que podiam brigar por isso estão às vezes mais preocupados em fazer parte do jogo.

*O chamado ‘Afródromo’ ajuda ou atrapalha o cenário? [a iniciativa de Carlinhos Brown e outras seis entidades de criar um novo circuito, exclusivo para os blocos afro, estrearia neste ano, mas foi adiada pela nova gestão na prefeitura] *

O Olodum tem brigado muito para sair mais cedo e poder ser visto pela televisão. Para que empresas patrocinem de forma equitativa os blocos afros.

Ao mesmo tempo, eles resolveram fazer algo separado. O que a sociedade mais quer é que os negros escolham um gueto para ir e se afastem da disputa com eles. É como se soubéssemos o lugar em que deveríamos ficar, em vez de aparecermos na Barra, no Campo Grande.

Mais ainda: obriga o poder público a ter gastos com outro circuito, quando os recursos poderiam ser distribuídos de uma forma melhor.

Até que ponto o monopólio afeta a festa, a música local?

A diversidade, que antes era a riqueza do Carnaval, foi diminuindo, e hoje o Ilê Aiyê, o Filhos de Gandhy, a Timbalada e o Olodum correm um pouco no meio disso.

Mas nos demais lugares você não tem novidades. A Bahia virou a terra de uma artista só. Parece que os outros estão todos mortos.

Isso mata os artistas emergentes, mata os que estão trabalhando e, em vez de fortalecer essa própria artista, a fulmina, porque é a galinha dos ovos de ouro aberta para pegar ovos. A festa faz de conta que está enriquecendo uma pessoa, mas na verdade está empobrecendo uma cidade, um Estado.

A pessoa é Ivete Sangalo?

Sim, ela.

E como o senhor vê a vinda de celebridades como o sul-coreano Psy, para ações publicitárias, com o discurso de prestigiar o Carnaval?

Essa mudança, de a gente precisar de elementos como esses, é uma coisa recente, tem 20 anos. Antes, as pessoas vinham para participar, para conhecer o Carnaval de Salvador. Com o tempo, passou a ser: ‘Eu quero que você venha para você ser importante para o Carnaval’. Inverteu. O Carnaval é que era importante para essas pessoas.

O pessoal pergunta: qual é a atração deste ano do Olodum? É a banda Olodum. A banda mais internacional da Bahia: 37 países, quatro Copas do Mundo, tocou com os últimos 30 grandes nomes da música mundial. Na visão de outros grupos, outros artistas, eles não são atrações no Carnaval de Salvador, atração é o coreano, é a atriz da Globo.

A novidade do Olodum é o samba-reggae, é a força biológica da música que a gente tem, a música de protesto…

E existem novas músicas do Olodum assim?

Tem, e atuais. Agora, qual rádio que toca pagode, sertanejo e funk vai tocar música de protesto? Vou dar um exemplo bem simples: ninguém consegue mudar a ordem do desfile de Salvador, porque foi imposta pelo capital. A ordem é: quem tem mais dinheiro.

Mas qual prefeito ou governador vai dizer: “A gente banca o Carnaval, dá segurança, saúde, infraestrutura, gasta R$ 84 milhões, e todos terão de cumprir a seguinte diretriz -será um desfile alternativo, com um bloco afro, depois um afoxé e um bloco de trio. Um bloco travestido e um trio independente. Em horários que todos possam aparecer na TV”. Quero ver qual autoridade da Bahia vai fazer isso.

E Claudia Leitte? Parte do público e da crítica diz que ela tenta repetir Ivete, que não teria identidade…

Não posso falar disso, porque esse é um problema dessas cantoras, desse tipo de personalidade cuja força é o caráter étnico. A força delas é que são cantoras brancas. Se elas se imitam ou não, não posso dizer nada, é o mercado que elas escolheram. De serem cantoras brancas, que dominam todo o mercado de publicidade, todo o mercado de shows, e que uma compete com a outra.

Recentemente, uma delas colocou o filho para subir no palco, e a outra fez o mesmo.

E tem a gravidez de cada uma, tudo que é feito para gerar noticia. Estou preocupado inclusive com Spike Lee, para ele não engravidar ninguém aqui nesse período [risos], para criar notícia, entendeu?

Agora, um fato é importante: elas exercem um papel importante na música brasileira e souberam dar um ar profissional a isso que é uma resposta também às demandas da própria comunidade negra. Você, com ótimas cantoras negras aqui, numa cidade de maioria negra, não capitalizar isso é um erro estratégico. Para você ver a força do racismo e da alienação. As cantoras negras da Bahia seriam milionárias nos EUA.

E os desfiles das escolas de samba no Rio e em São Paulo?

Olha, eles foram importantes nos anos 10 e 20 do século passado para formar uma cultura do samba. Depois, foram engessados pelo modelo de desfile, pelo sambódromo e continuam sendo um espetáculo maravilhoso… De ver. Mas sem participação ampla, e isso difere do Recife, de Olinda e de Salvador.

Por isso o Rio está tendo essa explosão de blocos de rua, mostrando que as pessoas cansaram desse modelo da fantasia, das alas, da batida, de 90 minutos de desfile. Sem falar da guerra publicitária, dos enredos patrocinados.

Em algum momento o Carnaval foi uma festa popular?

Nunca, ainda não é e talvez não seja. É uma festa de multidões, mas que tem uma repressão muito grande sobre tudo. O Carnaval é extremamente limitado, onde se desfila, se bate foto, é preciso pagar taxas. E não é isso que é vendido para o mundo.

Veja, um dos fenômenos mais interessantes do Carnaval é a visibilidade da homossexualidade. Mas é também no Carnaval em que os homossexuais são mais agredidos. Ao mesmo tempo em que parece que a cidade fica liberal, receptiva ao outro, ela é extremamente conservadora.

O Carnaval está migrando para ter os bailes de novo, os camarotes, uma estrutura mais apartada ainda do que se conseguiu ter nos blocos de trio nos horários de desfile.

Mas o Olodum segue nela…

O Carnaval não é a salvação, não é o fim do mundo. É algo importante para a civilidade que precisa emergir, mas não se resolvem os problemas das cidades sem o confronto. O Carnaval é a cara da sociedade. Só em um momento o brasileiro se mostra como ele é. É no Carnaval.

foto: Márcio Lima/Folhapress

#VemSeanPenn, a campanha que está bombando no Brasil

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Érika Kokay, no Bombou na Web

Ai, Ariel mata a gente de amor. O protagonista do filme “Colegas” é fã incondicional do ator Sean Penn. Por isso, iniciou uma campanha na internet para tentar trazer o astro americano à estreia do filme dele nos cinemas, que acontece em 1º de março. “Sean Penn, quero que você sente ao meu lado”, diz ele no vídeo, que já foi visto quase 300 mil vezes em menos de um dia.

As imagens da campanha que está bombando na web contam a história e o sonho de Ariel Goldenberg, que nasceu com Síndrome de Down. O vídeo é criado com cenas de diferentes filmes e, no final, mostra vários famosos pedindo também a vinda de Sean Penn, como Juliana Paes, Lima Duarte, Caio Castro, Suzy Rêgo, Danilo Gentili, entre outros.

“Quer sonhar junto com ele? É só compartilhar esse vídeo nas suas redes sociais”, pede a descrição do vídeo no YouTube. Será que o Sean Penn vem? A gente torce!

Ao lado de sua esposa Rita Pokk e do amigo Breno Viola, ambos também com Síndrome de Down, Ariel protagoniza o filme brasileiro “Colegas”, dirigido por Marcelo Galvão. Em 2012, ganhou o prêmio de melhor filme no Festival de Gramado, além de outros prêmios. Ficou com vontade de assistir? Confira o trailer:

dica do Gabriel Hernandes

“Bem-vinda ao hospício da família brasileira”, diz Marcelo Tas para Dani Calabresa

img20121222163938Publicado originalmente no Na Telinha

Em seu perfil no Twitter, Marcelo Tas se manifestou neste sábado (22) sobre a ida de Dani Calabresa para o “CQC”.

“Bem-vinda ao hospício da família brasileira, Dani!”, disse o líder do grupo.

De saída para a Record, o humorista Rafael Cortez também desejou sorte à Dani: “Estou feliz com a ida da @calabresadani para o CQC. A Dani vai detonar! Espero que ela seja tão feliz lá como eu fui. Boa sorte e muito sucesso!!!”.

Esposa de Marcelo Adnet, Dani Calabresa deixa a MTV e passa a integrar o elenco do “CQC” na próxima temporada. Segundo a emissora, a participação de Calabresa no programa ainda está sendo formatada.

O “CQC” entrou de férias e deve voltar com exibições ao vivo no dia 11 de março.

Conversamos com o ‘Tiozinho do Apocalipse’ para saber se o mundo acabará daqui a um mês


E agora, será que Danilo está certo e daqui um mês o mundo acaba?

Taiz Dering, no Virgula

Se você anda pela avenida Paulista, em São Paulo, provavelmente já viu, ali no vão do MASP, uma figura que ficou conhecida como o “Tiozinho do Apocalipse”. O Virgula Inacreditávelparou para conversar com ele e saber um pouco mais sobre o fim do mundo, que, segundo ele, vem mesmo no dia 21 de dezembro.

Danilo de Matos é o nome dele. Nascido em São Paulo e hoje com 49 anos, ele foi motorista de executivos, mas largou o trabalho com carteira assinada no ano passado para “conscientizar as pessoas sobre o que acontecerá, para que elas se preparem e possam passar pelas transformações da melhor forma possível”.

Casado e pai de três filhos (4, 8 e 11 anos), Danilo já expunha seus cartazes e distribuía os panfletos com explicações sobre o “fim do mundo” antes de deixar o emprego, embaixo de uma ponte no bairro da Lapa, há três anos. Desde janeiro deste ano, porém, às segundas, quartas e sextas, das 8h às 18h ele bate ponto na avenida Paulista, fazendo o mesmo trabalho de divulgação do apocalipse – que chama a atenção de muitos, mas é ignorado por milhares.

“Quando era motorista, tinha muito tempo livre esperando dentro do carro. Ficava lendo jornais, livros, revistas, a bíblia, a internet. Foi assim que meus estudos começaram. Minha esposa me deu uma bíblia de presente e eu comecei a ler e pesquisar assuntos como astrologia, astrofísica, cosmologia, física quântica, etc, para entender melhor”, explica.

Segundo ele, a “revelação” veio por meio da leitura e estudo das profecias de Nostra Damus, além dos povos Maias, Incas e Astecas e do “livro sagrado”. “Foi uma revelação que eu tive. Ao conferir a estrutura de cada planeta, consegui detectar, dentro do livro do Apocalipse, o que é a proposta de Deus. Segundo esse parecer, a vinda dos seres humanos à Terra tem um propósito racional, que nos leva à vida eterna, em outra dimensão, na nossa verdadeira casa”, diz.

Para ele, o fim do mundo como conhecemos acontecerá, de fato, no dia 21 de dezembro – mais exatamente na madrugada do dia 21, no Japão, e na tarde do dia 20, no Brasil -, conforme a profecia Maia. “Vênus explodirá e empurrará Mercúrio para dentro do Sol. A Terra será afastada do Sol, porque ficará muito calor aqui. A radiação cósmica, resultante desses impactos, pode produzir um novo elemento radiativo, que vai modificar a estrutura dos seres humanos, transformando-os em pedra viva e água viva, o que nos deixará imortais”, constata.

Ele profetiza mais: a Terra ficará imersa em uma escuridão, que durará 150 dias. Neste período todos os seres humanos que sobreviverem sofrerão muito até serem resgatados por naves espaciais, que levarão os sobreviventes para a outra dimensão, onde a vida, enfim, começará de verdade…

Ele dá dicas para quem quiser se safar: “é importante estarmos em locais altos, pois haverá uma grande onda inundando as cidades, e fazermos um estoque de mantimentos como azeite, mel e sardinha em lata, que ajudarão a enxergar em meio a escuridão”, ensina. Ele faz seu próprio estoque de comida há dois anos e diz mora “próximo às montanhas”.

Além de citar filmes como Avatar, Matrix e até o guarda-roupa de Crônicas de Nárnia para explicar como funciona o nosso mundo, Danilo afirma que o preparo psicológico é o mais importante para a sobrevivência. “Você sabendo o que vai acontecer e como vai acontecer, pode tomar suas precauções. Estar perto das pessoas que você ama será fundamental, pois a comunicação da Terra será cortada e não teremos notícias dos que estão longe. Estando perto, o pânico será menor”, dá a dica.

Danilo diz que não está nesta função para ganhar dinheiro (nem teria como, né?), já que tem renda própria e consegue garantir seu sustento por mais um ano (algo controverso). Ele conta que, na Paulista, muitos param, conversam, outros tiram sarro e alguns até já tentaram exorcizá-lo. Mas ele segue confiante de que seu alerta pode servir para orientar e tranquilizar as pessoas. “Minha finalidade é avisar aos irmãos que é hora de voltar para casa”.

Para aqueles que já pensam em sair gastando no cartão de crédito a rodo por conta do fim do mundo, um esclarecimento. Segundo o Prof. Dr. Samuel Rocha de Oliveira, do Depto. de Matemática Aplicada da Unicamp, nenhum evento astronômico como o esperado por Danilo está programado para a data. “Trata-se apenas de um final de calendário Maia, assim como são todos os dias 31 de dezembro para o calendário que usamos”, garante. Portanto, parece que o fim não está tão próximo quanto pensa o nosso profeta da avenida Paulista.

foto: Gabriel Quintão