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Acontecimentos e tragédias pelas crianças por Jonathan Robin

publicado no Criatives

Em uma entrevista recente com os nossos amigos da revista Vice, o fotógrafo Jonathan Hobin tinha algo a dizer sobre esta série de fotos controversas: “Às vezes, as crianças apenas servem de inspiração. Como a imagem do 11/9.Mesmo que eles tenham três ou quatro anos, eles viram as torres gêmeas e disseram: Eu vou segurar o avião, este é o lugar onde o avião atingiu o prédio. A mãe estava atordoada. Estes símbolos têm trabalhado em nosso subconsciente.”

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Capas de discos famosos recriados por esportistas

Alex Andrade, no Oficina Publicitária

Mais uma vez a Revista americana da ESPN resolveu inovar nos seus ensaios fotográficos. Dessa vez resolveram pegar capas de discos famosos e remonta-los com personalidades do esporte. Cool, não? Tem de Katy Perry a Michael Jackson!

O nadador Ryan Lochte vira o “bebê” em Nevermind do Nirvana

 A futebolista Alex Morgan encarna a pin up Katy Perry na capa de One of the Boys

 Trent Richardson, LaMarr Woodley e Marshawn Lynch viram Run–D.M.C. no álbum Ultimate

 A velocista Allyson Felix revive Beyoncé em Dangerously In Love

O quarterback Josh Freeman é Michael Jackson em Thriller
 
O que acharam? Muito bons, não?

Protesto virtual pode levar Silas Malafaia a perder registro de psicólogo

Pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo

Pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo

Anna Virginia Balloussier, na Folha de S.Paulo

O que o pastor Silas Malafaia tem em comum com Renan Calheiros, o “Veta, Dilma!” (contra o novo Código Florestal) e os índios Guarani Kaiowá?

O líder evangélico também virou tema de um abaixo-assinado na Avaaz.org, como as listadas acima. E, por conta dele, está sendo investigado pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro.

A turma da internet se voltou contra Malafaia, líder evangélico há três décadas, após sua participação no programa “De Frente com Gabi” (SBT), da jornalista Marília Gabriela.

A Avaaz.org é uma organização de ativistas criada em 2007 que faz mobilizações sociais através da internet. A palavra Avaaz significa “voz” nos idiomas hindi e persa e “som” em urdu (dialeto paquistanês).

Na entrevista, ele atacou o que chama de “ativismo gay” e se disse contra a adoção de crianças por casais homossexuais usando argumentos como “eu não acredito que dois homens possam desenvolver um ser humano ou criar uma criança perfeita no sentido total”.

Também foi mencionada, no programa, sua formação de psicólogo. Uma petição lançada no dia 8 no Avaaz pede, portanto, a cassação do registro de profissional de Silas Malafaia pelo Conselho Regional de Psicologia carioca.

Os autores da proposta contra Malafaia se baseiam em artigo instituído em 1999 pelo Conselho Federal de Psicologia, que proíbe emitir opiniões públicas e tratar a homossexualidade como um transtorno.

A Folha apurou que há um processo que corre em sigilo para investigar o caso no conselho carioca de psicólogos.

Nada tem valor legal no site, mas as assinaturas colhidas na internet viram justamente um termômetro do clamor social –vide o pedido pelo impeachment do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Qualquer pessoa pode cadastrar um abaixo-assinado.

Houve, inclusive, réplica: também no Avaaz, criou-se uma campanha a favor da “não cassação” do registro do psicólogo-pastor.

Mas o abaixo-assinado que beneficia Malafaia foi retirado do ar (quando a campanha a seu favor tinha 65 mil assinaturas, e a contrária ao religioso registrava 55 mil adesões).

Para o pastor, foi “coisa de safado antidemocrático”.

Pedro Abramovay, ex-secretário nacional de Justiça e um dos responsáveis pelo Avaaz, confirma a exclusão do abaixo-assinado pró-Malafaia.

“Mais de 77% da nossa comunidade votou para remover esta petição, e estamos muito orgulhosos dessa decisão democrática para rejeitar este tipo de lobby para continuar práticas homofóbicas”, diz.

O Conselho de Psicologia carioca diz que não se manifestará sobre o assunto. Informa, no entanto, via assessoria de imprensa, que “está preparando nota pública para falar sobre o tema ‘psicologia laica’. A ideia é não pessoalizar Silas Malafaia, mas se posicionar sobre o tema da psicologia e religião”.

DOUTOR SILAS

Malafaia se formou em psicologia pela faculdade particular Gama Filho, no Rio, em 2006.

Diz que chegou a praticar a profissão no começo, numa clínica particular. Atendia a “evangélicos que se identificavam com ele”.

Mas preferiu “não misturar as coisas” e passou a se dedicar apenas à vocação religiosa.

Jovens refilmam ToyStory com bonecos reais e viram notícia no mundo

Jaque Barbosa, no Hypeness

Fãs de Toy Story não vão acreditar nessa história: dois adolescentes americanos, do Arizona, tiveram uma ideia aparentemente absurda: refilmar a animação Toy Story, de 1995, usando brinquedos de verdade. Jonason Pauley tinha 17 anos e Jesse Perrotta, 18 quando começaram.

Depois de três anos, eles finalmente conseguiram finalizar o projeto chamado de Live-Action Toy Story Project e postaram a refilmagem no Youtube, que foi autorizada pela Pixar que reconheceu a grande homenagem. Eles contaram com ajuda de amigos da igreja e fizeram as gravações nos sábados, dia que todo mundo tinha livre. Para produzir o longa, que reproduz o desenho do início ao fim, quadro a quadro, os meninos usaram várias técnicas: animação stop-motion, fantoches e efeitos visuais. E – merecidamente – viraram notícia no mundo todo.

Coisa de fã mesmo e prova de quem quer faz, quem não quer, arranja uma desculpa qualquer.

Religião e alucinação

GALHO SECO

Ricardo Gondim

Tenho muita pena dos crédulos. Chego a chorar por mulheres e homens ingênuos; os de semblante triste que lotam as magníficas catedrais, na espera de promessas que nunca se cumprirão. Estou consciente de que não teria sucesso se tentasse alertá-los da armadilha que caíram. A grande maioria inconscientemente repete a lógica sinistra do “me engana que eu gosto”.

Se pudesse, eu diria a todos que não existe o mundo protegido dos sermões. Só no “País da Alice” é possível viver sem perigo de acidentes, sem possibilidade da frustração, sem contingência e sem risco.

Se pudesse, eu diria que não é verdade que “tudo vai dar certo”. Para muitos (cristãos, inclusive) a vida não “deu certo”. Alguns sucumbiram em campos de concentração, outros nunca saíram da miséria. Mulheres viram maridos agonizar sob tortura. Pais sofreram em cemitérios com a partida prematura dos filhos. Se pudesse, advertiria os simples de que vários filhos de Deus morreram sem nunca verem a promessa se cumprir.

Se pudesse, eu diria que só nos delírios messiânicos dos falsos sacerdotes acontecem milagres aos borbotões. A regularidade da vida requer realismo. Os tetraplégicos vão ter que esperar pelos milagres da medicina - quem sabe, um dia, os experimentos com células tronco consigam regenerar os tecidos nervosos que se partiram. Crianças com Síndrome de Down merecem ser amadas sem a pressão de “terem que ser curadas”. Os amputados não devem esperar que os membros cresçam de volta, mas que a cibernética invente próteses mais eficientes.

Se pudesse, eu diria que só os oportunistas menos escrupulosos prometem riqueza em nome de Deus. Em um país que remunera o capital acima do trabalho, os torneiros mecânicos, motoristas, cozinheiros, enfermeiras, pedreiros, professoras, terão dificuldade para pagar as despesas básicas da família. Mente quem reduz a religião a um processo mágico que garante ascensão social.

Se pudesse, eu diria que nem tudo tem um propósito. Denunciaria a morte de bebês na Unidade de Terapia Intensiva do hospital público como pecado; portanto, contrária à vontade de Deus. Não permitiria que os teólogos creditassem na conta da Providência o rio que virou esgoto, a floresta incendiada e as favelas que se acumulam na periferia das grandes cidades. Jamais deixaria que se tentasse explicar o acidente automobilístico causado pelo bêbado como uma “vontade permissiva de Deus”.

Se pudesse, eu pediria as pessoas que tentem viver uma espiritualidade menos alucinatória e mais “pé no chão”. Diria: não adianta querer dourar o mundo com desejos fantasiosos. Assim como o etíope não muda a cor da pele, não se altera a realidade, fechando os olhos e aguardando um paraíso de delícias.

Estou consciente de que não serei ouvido pela grande maioria. Resta-me continuar escrevendo, falando… Pode ser que uns poucos prestem atenção.

Soli Deo Gloria

fonte: site do Ricardo Gondim

imagem: internet