Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro

Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro
Vídeo faz sátira de quem condena vítima de estupro

Márcia Garbin, no Virgula

O programa de humor indiano “All India Bakchod” fez um vídeo com uma sátira em resposta aos argumentos absurdos de que as mulheres têm culpa nos recorrentes estupros que ocorrem no país, que segundo a BBC, são cerca de 25 mil casos registrados só no ano de 2012.

No vídeo, que já tem mais de 1,5 milhão de visualizações no youtube, duas atrizes explicam que as mulheres podem “propagar o estupro” por trabalharem de noite, por usarem roupas curtas, andarem sozinhas pela rua, entre outras coisas.

Em entrevista a um canal de TV, a atriz Kalki Koechlin, que participou do curta, diz que a importância do vídeo é trazer o problema para a discussão dentro dos lares e que é muito admirável que o roteiro tenha sido escrito por um homem.

dica da Fabiana Zardo

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Veja tatuagens incríveis inspiradas em obras de arte

A Noite Estrelada, de Vincent van Gogh

A Noite Estrelada, de Vincent van Gogh

Publicado originalmente no Virgula

As tatuagens nada mais são do que uma arte impressa na pele humana. Algumas pessoas, no entanto, tentam levam a expressão “arte na pele” ao pé da letra e gravam famosas obras de arte em seus corpos, com as agulhas, tintas o talento de tatuadores.

Veja alguns incríveis exemplos de tatuagens inspiradas em obras famosas, de artistas como Andy Warhol, Banksy, Leonardo da Vinci entre outros.

A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai
A Grande Onda de Kanagawa, de Katsushika Hokusai
Tempestade no Mar da Galileia, de Rembrandt
Tempestade no Mar da Galileia, de Rembrandt
Grafite de Banksy
Grafite de Banksy
Mona Lisa, do Leonardo da Vinci
Mona Lisa, do Leonardo da Vinci

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“Mesmo argumento usado contra gays já foi usado contra negros e mulheres”, diz membro de grupo de homossexuais católicos

Cristiana Serra explica ser possível que gays sejam cristãos, mas que é necessário escolher como vivenciar a própria fé

cristiana-serra-gay-catolico

Por Tuka Pereira no Virgula

Formado em 2007 no Rio de Janeiro, um grupo de jovens que atende pelo nome Diversidade Católica vive uma dualidade um tanto contraditória segundo os preceitos cristãos: são gays e católicos praticantes.

Entre seus integrantes está a psicóloga Cristiana Serra, 39 anos. Segundo ela, o grupo surgiu para refletir sobre a conciliação da fé cristã com a diversidade sexual.

Cristiana diz que para conseguir harmonizar religião e homossexualidade é preciso, antes de mais nada, escolher como vivenciar sua própria fé.

“Se você busca na religião um conjunto de prescrições que te dirão o que é certo e o que é errado, como você deve viver a sua vida, realmente fica impossível você se inserir em um corpo social que te condena e te exclui. Mas se você entende a sua identidade religiosa como uma parte indissociável de quem você é quanto à sua orientação sexual e se essa identidade religiosa é a forma como você vive a sua espiritualidade, aí a religião se torna veículo de amadurecimento e encontro consigo mesmo”, diz.

Cristina acredita que a igreja seja um espelho de uma sociedade heteronormativa e predominantemente homofóbica. Segundo ela, à medida que a homofobia na sociedade como um todo diminuir, a dificuldade de compreensão dos LGBTs nas igrejas também diminuirá. “A doutrina católica hoje diz que os homossexuais devem ser acolhidos com respeito nas comunidades, sem nenhum tipo de discriminação. Por outro lado, entende que a homossexualidade é um comportamento ‘desordenado’. Mas a religião institucionalizada, qualquer que seja ela, é um corpo social inserido num contexto sociocultural mais amplo”, diz.

Ela explica que os mesmo argumentos utilizados atualmente contra os gays foram utilizados em outros momentos da história contra os direitos das mulheres e dos negros.

“O tipo de discurso que ouvimos hoje contra os LGBTs é o mesmo de quando as mulheres conquistaram o direito ao voto e a trabalhar fora; de quando o divórcio foi legalizado; de quando os negros conquistaram a igualdade dos direitos civis; os argumentos de ordem moral eram os mesmos – ameaça à família, contra as ‘leis naturais’, uso de trechos da Bíblia para mostrar que eram contra a ‘lei de Deus’. Isso, na verdade, é reflexo de uma resistência do corpo social, num processo de negociação simbólica com as estruturas de poder, que acontece na sociedade como um todo e dentro de cada igreja”, conta.

Cristiana diz ainda que, ao contrário de Bento 16, que era um teólogo acadêmico, Francisco é um bispo de atuação e por isso consegue enxergar além das abstrações e das teorias da igreja, inclusive não se colocando contra a união civil entre pessoas do mesmo sexo.

“Como papa, ele segue seus antecessores afirmando o valor fundamental da família formada pela união entre um homem e uma mulher. Mas, por ser um um bispo de atuação pastoral, consegue ver as pessoas com quem ele se encontra, para além das teorias, das abstrações. Por exemplo, ele se manifestou a favor da união civil entre pessoas do mesmo sexo, na qual se reconhecem direitos, mas não há equiparação à união heterossexual. Declarou também que um ministro religioso não tem o direito de forçar nada na vida privada de ninguém. Francisco critica uma Igreja ensimesmada, entrincheirada em estruturas caducas incapazes de acolhimento, e fechada aos novos caminhos que Deus apresenta”, diz.

Durante a Jornada Mundial da Juventude 2013 no Rio de Janeiro, o grupo Diversidade Católica fará um encontro abrindo espaço para histórias de jovens homossexuais dentro da Igreja.

Dia 25 de julho, de 14h às 16h, no Auditório Vera Janacópulos, na UNIRIO (Av Pasteur, 296, entre Botafogo e Urca, perto do Shopping Rio Sul). A entrada é franca e o evento será aberto ao público, sujeito apenas à lotação do auditório.

 

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Rita Lee critica homofobia e diz: ‘Cada um tem a sua interpretação da Bíblia’

Rita Lee conversa com Sarah Oliveira no "Viva Voz"
Rita Lee conversa com Sarah Oliveira no “Viva Voz”

Debora Luvizotto, no Virgula

Rita Lee conversou com a apresentadora Sarah Oliveira, no programa Viva Voz, do canal pago GNT, que irá ao ar na noite desta terça-feira (09). Durante o bate-papo, a cantora comentou momentos marcantes de sua carreira, que completa 50 anos.

Além disso, ela, que é ícone feminino do rock nacional, deu a sua opinião sobre atitudes homofóbicas de algumas pessoas.

“Eu não entendo por que a pessoa se revolta quando tem um homem com homem, uma mulher com uma mulher. Por que tanta revolta? Por que não pode? O que é que não pode? Aí falam: ‘Ah, porque a Bíblia…’. Ah não, bicho, cada um tem a sua interpretação da Bíblia”, declarou Rita.

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