‘Fora Dilma’ é a banalização da retórica golpista

Manifestantes contrários à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) realizam um protesto na região central de São Paulo. O grupo pede o impeachment de Dilma e o fim do PT (Partido dos Trabalhadores) (foto: Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo)
Manifestantes contrários à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) realizam um protesto na região central de São Paulo. O grupo pede o impeachment de Dilma e o fim do PT (Partido dos Trabalhadores) (foto: Dario Oliveira/Código 19/Estadão Conteúdo)

Josias de Souza, no UOL

Seis dias depois da abertura das urnas do segundo turno, pipocaram manifestações em pelo menos três capitais. A maior delas, em São Paulo, reuniu cerca de 2.500 pessoas. Pediram o impeachment de Dilma Rousseff. Alguns chegaram a defender a volta dos militares. PT e PSDB ainda não se deram conta. Mas patrocinaram em 2014 um processo de deseducação política que fez alguns brasileiros recuarem à fase pré-1964.

Se a última campanha presidencial evidenciou alguma coisa foi que PT e PSDB consideram-se um ao outro desprovidos de senso moral. Discutiram mais a textura da lama de cada um do que planos para o país. A brigalhada entre os partidos ateou fogo às redes sociais. Atiçados por robôs e militantes remunerados, grupelhos anônimos destilaram na web uma histeria que saltou da tela do computador para se converter na principal marca da campanha.

A ameaça de perder o poder e suas benesses fez com que o PT levasse às fronteiras do paroxismo a tática do ‘nós contra eles’. Rendido à marquetagem de João Santana, o partido fez da política um mero ramo da publicidade. O verbo da eleição foi desconstruir. Conjugando-o, Dilma prevaleceu sem se preocupar com a autoconstrução. Derrotado por um placar apertado, o PSDB levou ao tapetão do TSE um pedido de auditoria das urnas sem pé nem cabeça.

Eleita, Dilma vive a antecipação de 2015. Começa a colocar em prática a agenda econômica de Armínio Fraga, o ex-futuro-ministro da Fazenda de Aécio Neves. Para tentar deter uma inflação que a candidata dizia estar sob controle, o Banco Central elevou os juros. Para tapar o rombo nas contas públicas que o marketing disfarçava, a Fazenda prepara um ajuste fiscal de gelar os ossos.

Eliminou-se o último exemplo que pais e mães poderiam dar aos filhos. Que dizer na hora das refeições de agora em diante? Não minta, meu filho. Olha que você acaba morando no Palácio da Alvorada! E pensar que ainda nem vieram à luz os depoimentos dos delatores premiados da Petrobras.

Quanto ao PSDB, sempre foi um oposicionista capaz de tudo, menos de se opor. De repente, questiona na Justiça Eleitoral o resultado da eleição sem apresentar uma mísera prova de fraude. De uma legenda de oposição, espera-se que embarace o governo na base da fiscalização e cobrança, não na mão grande.

O que o PSDB insinuou com sua petição ao TSE foi o mero desejo de puxar o tapete da presidente. Mal comparando o tucanato faz agora o que o petismo fazia, por meio da CUT, em 2001. Naquele ano, a máquina sindical do PT desfilava a faixa ‘Fora FHC’ em manifestações pelo país.

O ‘Fora Dilma’ é a banalização dessa mesma retórica golpista. Pode interessar a muita gente, menos aos dois partidos que se servem da normalidade institucional para monopolizar as disputas presidenciais há duas décadas. Por sorte, a democracia brasileira é mais sólida do que o miolo mole de petistas e tucanos. Em tempos de Comissão da Verdade, o atalho dos quartéis caiu em desuso.

Ainda assim, o flerte com a ruptura institucional é um abuso desnecessário. Melhor aposentar essa retórica de fim do mundo que ganha as ruas. A moderna política brasileira já viveu um Apocalipse. Deu-se na época de Fernando Collor. Ficou demonstrado que a saída passa pelas vias institucionais, não pelo golpe. O asfalto é sagrado. Merece mais respeito.

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Kaká aceita proposta do São Paulo e negocia saída com o Milan

Kaká controla a bola no amistoso do Brasil contra a Irlanda (foto: Glyn Kirk/AFP)
Kaká controla a bola no amistoso do Brasil contra a Irlanda (foto: Glyn Kirk/AFP)

Danilo Lavieri, Guilherme Palenzuela e Pedro Lopes, no UOL

Kaká já aceitou a proposta do São Paulo. De acordo com o que pessoas da diretoria são-paulina informaram ao UOL Esporte, o que resta para a negociação ser concretizada é o acerto do jogador com o Milan. Ele tem mais um ano de contrato com o time italiano e precisa se acertar com os dirigentes para poder retornar à equipe que o revelou.

Em conversa rápida pelo telefone, o presidente são-paulino admitiu que negocia com o atleta. “Estamos conversando mesmo com o Kaká, mas não tem nada certo”, disse o dirigente diretamente do Itaquerão, onde acompanha ao jogo entre Uruguai e Inglaterra pela segunda rodada do grupo D da Copa do Mundo.

A reportagem apurou que o jogador foi, de fato, procurado pela diretoria são-paulina. Pela primeira vez desde que foi para a Europa, ele admite o fato de voltar ao país. A assessoria de imprensa do atleta não se pronunciou.

No fim desta temporada, inclusive, admitiu que pensava em deixar a Itália. “No final da temporada vou conversar com Galliani (Adriano, chefe executivo) para ver as ideias para a próxima temporada e o que o clube quer. Eu tenho um desejo de jogar nos Estados Unidos, e se for para deixar o clube, vou para a América”, falou em entrevista ao jornal italiano Corriere Della Sera.

No meio do ano passado, Kaká voltou ao Milan onde foi melhor do mundo (em 2007) depois de ser pouco aproveitado no Real Madrid pelo técnico José Mourinho. No time italiano, fez uma temporada regular, mas não foi o suficiente para tirar o clube italiano da crise e despertar o desejo do técnico Luiz Felipe Scolari em convocá-lo para a seleção brasileira.

A última vez que Kaká vestiu a camisa amarela foi no começo de 2013, em amistosos contra Rússia e Itália. Depois, não voltou mais. Ele ainda tem mais um ano de contrato com os italianos.

Há cerca de uma semana, a revista Caras chegou a publicar que Kaká tinha se separado de sua mulher Carol Celico. Apesar disso, depois da reportagem, o casal colocou fotos juntos nas redes sociais.

O São Paulo está, neste momento, em uma intertemporada nos Estados Unidos. O time fará um amistoso contra o Orlando City. De lá, Luis Fabiano já até fez uma brincadeira na sua conta de Facebook e postou uma foto dele ao lado do meio-campista na Copa das Confederações de 2009, quando atuaram lado a lado.

Há três semanas, frente a uma pressão popular, o presidente Carlos Miguel Aidar recuou após descartar a contratação do zagueiro uruguaio Diego Lugano e iniciou campanha para repatriá-lo. Afirmou que negociaria com o jogador após a pausa no Brasileirão, mas, como disseram próprios membros da diretoria, não passava de jogo de cena para satisfazer os anseios da torcida.

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Robert Plant admite reunião do Led Zeppelin

Led Zeppelin - Celebration Day 3Publicado no Judão

Durante uma entrevista à versão australiana do programa 60 Minutes, o cantor Robert Plant foi novamente questionado sobre um retorno do Led Zeppelin. Era óbvio, não tem como ele se sentar na frente de um jornalista e não ouvir esta questão. Todavia, no entanto, contudo, o que ninguém esperava é que a resposta fosse diferente da negativa usual. O que Plant disse foi: “olha, minha agenda está disponível em 2014. Tudo depende do Jimmy [Page, guitarrista] e do John [Paul Jones, baixista]“.

BOOM!

E ainda completou: “estes dois capricornianos vivem em seus casulos e a fama de malvado acaba sobrando sempre pra mim”.

É a primeira vez em muitos anos que Plant se mostra aberto a uma reunião do grupo, enquanto Page e Jones sempre disseram estar abertos a uma turnê conjunta e que isso só dependeria da vontade do vocalista.

A última vez que eles se reuniram foi em 2007, para um show completo que foi recentemente lançado em CD/DVD com o nome “Celebration Day”. Na bateria, o finado John Bonham foi substituído por seu igualmente talentoso filho, Jason Bonham.

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Mulher doa rim ao marido e quer órgão de volta após término do relacionamento

1010785_651781094863809_968472017_nPublicado no Diário do Nordeste

O que parecia uma prova de amor entre um casal acabou por se tornar um pesadelo para inglesa Samantha Cordeiro. Ela doou um dos seus rins para o ex-marido, salvando-lhe a vida, mas, agora, ela deseja o órgão de volta após o término do relacionamento.

Samantha deseja repassar o órgão para outra pessoa. Foto: Daily News

O ex-marido, Andy Cordeiro, sofria de insuficiência renal, até que a esposa, em um ato de solidariedade e após vários testes, decidiu doar um dos seus rins.

Em 2012, alguns anos após o procedimento, realizado em 2009, o casamento ruiu. De acordo com a mulher, o marido a traía com uma de suas amigas. Sem deixar qualquer aviso, o homem saiu de casa e nunca mais voltou.

Agora, Samantha tenta localizá-lo para que ele assine os papéis do divórcio e, se fosse possível, gostaria de reaver o órgão doado.

“Eu o odeio. Se eu pudesse, então eu iria levá-la de volta e dá-lo a outra pessoa”, desabafou ao jornal Daily News.

dica da Jeane Almeida

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Portuguesa consegue liminar na Justiça comum e volta à Série A

Juiz de São Paulo confirma que STJD terá que reverter decisão sobre queda do time no Brasileirão

Gonçalo Junior no Estadão

Felipe Rau/Estadão Lusa teve que recorrer a Justiça comum
Felipe Rau/Estadão
Lusa teve que recorrer a Justiça comum

SÃO PAULO – A 42ª Vara Cível de São Paulo determinou na tarde desta sexta-feira que a CBF devolva os quatro pontos retirados da Portuguesa no Campeonato Brasileiro devido à escalação irregular do meia Héverton, contra o Grêmio. A decisão concede uma liminar ao advogado e torcedor da Portuguesa Daniel Neves e foi concedida pelo juiz Marcello do Amaral Perino, o mesmo que havia dado ganho de causa para um flamenguista na manhã desta sexta-feira. Com isso, a Portuguesa está de volta à Série A, mas cabe recurso da decisão.

Mestre e doutor em processo civil pela USP e também professor da mesma universidade, Neves deu entrada com a documentação nesta sexta-feira com um pedido especial chamado de “distribuição por dependência”, pedindo que o juiz do processo do Flamengo fosse o mesmo para o caso da Portuguesa.

O descumprimento do Estatuto do Torcedor e o Código de Defesa do Consumidor são as bases jurídicas das ações dos torcedores da Portuguesa e também de um inquérito civil aberto pelo Ministério Público de São Paulo na quarta-feira.  A Promotoria do Direito do Consumidor decidiu abrir um inquérito por também entender que houve irregularidade na punição da perda de quatro pontos imposta à Portuguesa. O Estatuto do Torcedor, que determina a necessidade de publicação das punições dos atletas no site da CBF, é superior ao Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A confederação e o tribunal têm dez dias para apresentar esclarecimentos. No dia 22, representantes da Portuguesa foram convocados para uma audiência. Se os quatro pontos não forem devolvidos, o MP deve entrar com Ação Civil Pública contra CBF e STJD, ou seja, levar a decisão sobre o rebaixamento para a Justiça.

A decisão mexe novamente na tabela do Campeonato Brasileiro 2013. Com a reversão da punição para Portuguesa e Flamengo, o Fluminense, que já comemorava a garantia na Série A em 2014, volta para zona de rebaixamento e com isso, disputará a Segunda divisão da competição nacional neste ano.

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