Facebook testa posts que se autodestroem depois de poucas horas

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Publicado no Gizmodo

O Facebook está testando um novo recurso que permite a você definir quanto tempo um post seu vai durar na rede social: ele seria deletado automaticamente depois de algumas horas. A opção “Escolher expiração” permite que você escolha um período entre uma hora e 7 dias.

O Facebook diz ao The Next Web que está testando o recurso no iOS em um “pequeno projeto piloto”, então só alguns iPhones estarão inicialmente entre as cobaias.

BxAJGGsCYAE56MLExperimentar novos recursos é algo comum nas redes sociais, e traria um aspecto efêmero que o Facebook vem tentando capturar de outras formas. A empresa criou o app Slingshot, concorrente do popular Snapchat, para enviar mensagens e fotos que se autodestroem.

No entanto, o Snapchat é sem dúvida mais popular: de acordo com o App Annie, ele está no top 15 mais baixados nas versões americanas da App Store e Google Play; o Slingshot não está nem entre os top 1.500.

Talvez por isso eles estejam testando o recurso de autodestruição no feed de notícias. E isto poderia ser algo bacana: por exemplo, você poderia comentar assuntos do momento sem que os posts se acumulem e poluam seu perfil. Isso poderia ser útil para você?

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A internet é lugar para segredos?

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Por Altieres Rohr, no G1

Existe uma percepção de que é possível jogar algo “na rede”, aproveitando-se do suposto anonimato da internet sem, entretanto, perder o controle sobre aquilo que foi publicado. Diferentemente de escrever um papel e jogar na rua, a internet permite acompanhar as reações de quem leu – e isso torna a internet mais interessante e construtiva para essa finalidade.

Escrever por escrever não adianta. É preciso do público.

É aí que entra a mágica do aplicativo Secret, cuja intenção é permitir a divulgação de “segredos” de forma anônima e que foi proibido pela Justiça brasileira. Quem quer publicar algo no Secret ou em qualquer outro lugar de forma “anônima” não está divulgando um segredo de graça; espera poder acompanhar as reações. No mais nobre dos casos, talvez espera que as pessoas deem mais atenção para um sofrimento até então silenciado – um pedido por empatia.

É algo curioso, mas parece que não faz sentido. Sabemos que as pessoas têm desejos ou sentimentos ocultos; o que interessa no Secret é que alguém decidiu revelá-los, dando a eles um “corpo”. Mas, ao mesmo tempo, o Secret é – a princípio – anônimo, incorpóreo. Não há razão para ser real.

É um paradoxo: os “segredos anônimos” são interessantes porque dão forma ao que é oculto, mas não existe forma para o anonimato – ele esvazia tudo. O Secret pode muito bem ser um imenso e coletivo trabalho de ficção.

A força do Secret está na sua fraqueza. O Secret é social em sua própria concepção e, por isso, não é verdadeiramente anônimo. O site de humor brasileiro “Não Salvo” mostrou como descobrir as publicações de uma pessoa no Secret com uma técnica que foi apresentada também por dois pesquisadores à revista de tecnologia “Wired”. Esse “risco” de se perder o anonimato é que dá substância a um ambiente onde não deveria haver nenhuma.

O truque para descobrir as postagens de uma pessoa não se trata de uma falha de segurança, mas sim de explorar a própria ideia por trás do Secret – de mostrar “segredos” de contatos. Eliminar esse problema depende de uma alteração profunda na maneira que o Secret exibe seus segredos, tirando a exclusividade do círculo social. E isso deixaria o app muito menos interessante.

A web tem sim espaços verdadeiramente anônimos ou, pelo menos, muito mais anônimos do que o Secret. Alguns chegam a ter audiências consideráveis. Mas eles não têm substância e, por isso, são repletos de trotes, mentiras e todo tipo de lixo digital – inclusive de pessoas fingindo que possuem problemas só para atrair a atenção (e a pena) de outros visitantes. Curiosamente, alguns desses espaços são muito mais antigos e não tiveram problemas com a Justiça brasileira.

O Secret conseguiu um equilíbrio: quem posta pensa que está anônimo, quem lê tem motivos para crer que se trata de alguém falando a verdade – e que esse alguém é próximo. É uma receita que faz todo mundo ficar na linha da falta de entendimento e, por isso, é perigoso. O “perigo”, aliás, é para quem usa – a coluna não está opinando sobre a decisão da Justiça brasileira de proibir o aplicativo.

A internet permite sim que segredos sejam revelados e discutidos com estranhos. Muitas minorias acham espaço na internet para conversar sobre temas e revelar sua intimidade, encontrando um apoio que seria difícil de conseguir com pessoas próximas. Mas ora, se a ideia é não revelar segredos para seus amigos, por que alguém usaria o Secret ou qualquer serviço parecido – cuja ideia, embora velada, é exatamente essa?

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Twitter passa a remover imagens sobre pessoas falecidas

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Publicado no Olhar Digital

O Twitter passará a remover determinadas fotos de pessoas falecidas, caso receba pedidos dos falimiares.

A ação vem logo após Zelda Williams, filha do ator Robin Williams, anunciar que deixaria a plataforma por estar recebendo montagens de fotos que seriam do corpo de seu pai.

Em comunicado, a rede de microblogs informa que os familiares podem enviar as solicitações para o e-mail privacy@twitter.com especificando o tipo de conteúdo que desejam ver removido. Entram na mira fotos de momentos antes ou após a morte e os que mostrem ferimentos críticos.

O Twitter avisou, entretanto, que nem todos os casos serão atendidos. Será levado em conta, por exemplo, o interesse público em torno da imagem.

Para mais informações, há um artigo sobre como lidar com a conta de pessoas falecidas aqui.

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Americano pede desculpas por ter inventado o “pop up”

Publicado na Exame

“Todos nós passamos por situações tão ruins em nossas vidas que somos forçados a explicar nossas ações para lembrar a todos que tínhamos boas intenções. É óbvio que agora sabemos que o que fizemos foi um fiasco, mas deixe-me relembrá-lo que o que queríamos era fazer algo nobre e corajoso”, escreve Ethan Zuckerman, principal pesquisador do MIT Lab, um centro de estudos da instituição americana. Zuckerman refere-se especificamente aos pop-us, aquelas janelas que infernizam a vida de qualquer internauta, com anúncios pipocando no meio das páginas e que se tornaram o modelo mais forte de publicidade na web. É algo que ele criou, em um trabalho que durou 20 anos, e que hoje ele gostaria que desaparecesse.

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ETHAN ZUCKERMAN (FOTO: DIVULGAÇÃO)

“Desculpem-me. A intenção era boa”, escreveu o americano em artigo publicado ontem no The Atlantic. Lá, ele conta como a ideia surgiu, como os anúncios tornaram-se inconvenientes e propõe novos modelos de financiar o conteúdo na web.

De 1994 a 1999, Ethan trabalhou para o Tripod.com, ajudando a desenvolver, arquitetar e implementar um website que tivesse serviços e conteúdo para recém-formados. Quando o negócio faliu, ele tornou-se um webdesigner e desenvolvedor. Nos cinco anos seguintes, criou dezenas de modelos de negócio, tentando vendê-los para empresas. Ele e seus colegas não sabiam exatamente para onde o trabalho caminhava, mas no final, descobriram que haviam criado um modelo aplicável de anúncios em sites.

O pop-up viria depois, após uma empresa de carros ter ficado realmente brava quando um anúncio seu foi inserido em um site de sexo. Zuckerman então sugeriu remover o anúncio da página e colocá-lo em uma janela que seria aberta em primeiro plano e não levaria a uma associação direta entre marca e conteúdo do site. “E assim, ao longo dos anos, desenvolvemos uma das ferramentas de publicidade mais odiada de todos os tempos: o pop-up”.

 

Futuro da propaganda online

Zuckerman cita o programador Maciej Cegłowski para defender que o anúncio tornou-se o modelo mais negligente da internet, porque é o “mais fácil para um startup implementar, o mais fácil para investir em marketing”. Ele afirmou que o grande problema do modelo atual de anúncios online é que eles não seguem os interesses dos usuários, eles competem pela atenção deles. “É uma barreira que você tem que ultrapassar – minimizar janelas, clicando fora da janela do anúncio, ignorando-os – para conseguir ler o que você desejava quando clicou no link.”

O americano defende outros modelos para financiar conteúdo e serviços na web, com propagandas menos invasivas, que colham menos dados dos usuários. Uma delas seria o pagamento de pequenas taxas para utilizar aquele serviço. Para Zuckerman, o investimento em audiência poderia também ajudar a empresas a conseguir implantar caminhos diferentes e criativos. “Startups poderiam diminuir o plano de crescimento da receita com anúncios e focar em construir audiências. Se as receitas forem insuficientes para cobrir os custos e prover conteúdo ou serviços, isso não importa de início – o que importa é o crescimento da audiência. Um site com 10 milhões de usuários leais com certeza encontraria um outro modo de gerar receita”.

dica da Rina Noronha

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