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Tudo o que acontece na internet em apenas um minuto

Um fenômeno tão grande, tão revolucionário e com tantas facetas que é impossível entender tudo o que está acontecendo numa só olhada.

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Por Silvia Bassi, no IDG Now

Nesta sexta-feira, 17/04, comemora-se o Dia Mundial da Sociedade da Informação, que acabou sendo interpretado como dia mundial da internet. Um fenômeno tão grande, tão revolucionário e com tantas facetas que é impossível entender tudo o que está acontecendo numa só olhada.

O que acontece nesse universo num minuto? O blog Inside Scoop, mantido pela Intel, resolveu sumarizar num quadro tudo o que rola na rede nesses sessenta segundos. Só um trailer: em um minuto, 204 milhões de emails são enviados. A Amazon fatura 83 mil reais em vendas. Enquanto usuários fazem upload de 3 mil fotos para o Flickr, outras 20 milhões de fotos são vistas. Pelo menos 6 milhões de páginas do Facebook são vistas ao redor do mundo. Mais de 61 mil horas de música tocam na rede Pandora e mais de 1,3 milhão de clips são assistidos no YouTube.

O Dia Mundial da Sociedade da Informação, conhecido como Dia Mundial da Internet, foi criado em 17 de maio de 2005 na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada na Tunísia e seu objetivo era a criação de uma data comemorativa para a inclusão digital. A meta era diminuir a exclusão digital e interligar países desenvolvidos e subdesenvolvidos, garantindo acesso mundial à rede. Antes de 2005, o dia 17 de maio era conhecido como o Dia Mundial das Telecomunicações, em comemoração à fundação da União Internacional de Telecomunicações (UIT), ocorrida em 1865.

Mais da metade da população não tem acesso à internet

Dados da pesquisa Pnad do IBGE mostram que a proporção de pessoas que utilizaram a internet passou de 20,9% em 2005 para 46,5% em 2011.

fotos: Google Imagens

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Publicado originalmente no Estadão

O aumento da renda, o acesso ao de mercado de trabalho, o crédito fácil e a perda do “medo” da tecnologia entre os mais velhos foram fatores decisivos para a inclusão digital no País, entre 2005 e 2011, porém mais da metade da população de 10 anos ou mais de idade ainda não tem acesso à internet. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2011 divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a proporção de pessoas que utilizaram a internet passou de 20,9% para 46,5%.

Em seis anos, houve um aumento de 45,8 milhões de internautas – média de quase 21 mil por dia. Utilizaram a internet no período de três meses antes da data da entrevista 77,7 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais de idade, em 2011.

Embora ainda sejam as mais resistentes à rede mundial de computadores, as pessoas de 50 anos em diante tiveram peso decisivo no aumento da legião de internautas: passaram de 7,3% para 18,4% do total da população nesta faixa etária. Em números absolutos, foi o maior crescimento, passando de 2,5 milhões de usuários nesta faixa etária para 8,1 milhões – crescimento de 222%.

Outro crescimento significativo aconteceu no outro extremo, com os internautas de 10 a 14 anos. Em 2005, 24,3% das crianças acessavam a internet, proporção que saltou para 63,6% em 2011.

A pesquisa levou em consideração apenas os acessos à internet por computador, não houve perguntas sobre acesso por meio de telefones celulares e tablets.

“A inclusão digital se dá sem medo entre os jovens. Entre os mais velhos, demora um pouco, mas é crescente, inclusive para acesso a banco, para declarar imposto de renda”, diz o coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, Cimar Azevedo.

Embora a renda seja um fator importante de acesso à internet, é interessante notar que as mulheres jovens, que têm renda menor que os homens, porém maior escolaridade, estão mais na rede mundial de computadores do que os homens. E há mais usuários da internet na população com renda de 3 a 5 salários mínimos do que entre os que ganham mais de 5 salários mínimos. A explicação é que a faixa mais rica da população é também a faixa mais velha, ainda “engatinhando” no mundo virtual.

Os técnicos do IBGE chamam atenção para o grande salto entre os alunos da rede pública que passaram a ter acesso à internet no espaço de seis anos. A pesquisa não investigou o local de acesso (se o trabalho, a residência, a escola ou locais públicos como bares e lan houses) e por isso não é possível associar o crescimento à distribuição de computadores nas escolas públicas, mas, para Cimar Azevedo, é um forte indicativo da inclusão digital entre os mais pobres. Em 2005, apenas 24,1% dos alunos da rede pública usavam a internet, proporção que cresceu para 65,8% em 2011.

 

Google cria tecnologia que impede internauta de escrever o que não deve em e-mails e documentos

“O Big Brother não estará apenas de olho você. Ele estará tomando o poder sobre o que você escreve”, observou a jornalista Bianca Bosker.

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Fonte: O Globo

A Google desenvolveu tecnologia que, ao monitorar em tempo-real a atividade do internauta, o impede de escrever e-mails, documentos e mensagens com informações que violem a lei, termos de serviço ou a confidencialidade dos dados de corporações, noticiou o “Huffington Post” nesta terça-feira. O site chamou atenção para a ameaça à privacidade que a tecnologia representa.

“O Big Brother não estará apenas de olho você. Ele estará tomando o poder sobre o que você escreve”, observou a jornalista Bianca Bosker.

A Google apresentou a tecnologia, chamada de Corretor de Violações de Políticas de Uso, em patente submetida a órgão do governo americano. O sistema é voltado para o mercado corporativo, cada vez mais cioso do que os funcionários andam escrevendo em e-mails e até redes sociais.

Segundo a companhia, a ferramenta alerta imediatamente o usuário quando ele escreve conteúdo “problemático”, que possa violar as políticas de segurança da informação de seu empregador, infringir a lei ou denegrir a imagem de outras empresas ou pessoas, por exemplo.

O texto da patente informa que o sistema funciona comparando em tempo real tudo o que os usuários escrevem com um banco de dados de termos consideradas “problemáticas”. Caso a tecnologia identifique que o usuário não está escrevendo como deveria, ele envia alerta explicando o que há de errado e recomenda alternativas que possam enquadrar o texto nas regras.

A Google ressaltou que o software pode funcionar em diversos tipos de texto (mensagens de e-mail, apresentações, documentos etc.) e qualquer modelo de aparelho, do tradicional desktop a até televisões.

De acordo com a gigante das buscas, o Corretor de Violações de Políticas de Uso é providencial para companhias que desejam evitar processos e vazamentos de dados. A patente exemplifica o funcionamento da tecnologia dessa forma:

“Um documento contendo o texto ‘o projeto ABC vai MATAR de vez a empresa XYZ’ poderia abrir espaço para queixa de competição desleal.”

Segundo o “Huffington Post”, porém, é lícito crer que o software também atende aos interesses de regimes autoritários que buscam novas formas de censurar a internet.

 

Site da “Agência Nacional de Autorregulação da Internet” entra no ar e sobram dúvidas

Esta semana finalmente entrou no ar o site de uma instituição que vem causando muita curiosidade da internet: a ANARNET, Agência Nacional da Autorregulação da Internet. 

foto: internet

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Publicado no You Pix

Esta semana finalmente entrou no ar o site de uma instituição que vem causando muita curiosidade da internet: a ANARNET, Agência Nacional da Autorregulação da Internet. Infelizmente, pouca coisa foi explicada. Pior, o pouco que foi revelado só gerou mais dúvidas.

Há duas semanas, notícias sobre essa “agência” renderam muitas opiniões negativas, de desconfiança e suspeita. Repercutiu bastante a crítica de que a ANARNET #NãoNosRepresenta. Quem pegou mais leve disse que ela até era uma boa ideia, mas que parecia ambiciosa e poderia se perder na pretensão. Em uma pesquisa olhada em quase duas mil pessoas no Twitter, não encontrei ninguém batendo palmas.

Mas o que afinal de contas será essa ANARNET? Com o site oficial, era de se esperar que fossem dadas algumas respostas. Só que não.

O primeiro problema surge com o nome. Agência reguladora é um conceito de direito administrativo bem específico. No Brasil, todas agências foram criadas por lei e compõem o Estado. Daí que soa bem mal usar esse nome para uma associação privada.

A impressão é de uma usurpação marota (“se colar, colou”) ou de um total desconhecimento (“foi mal, não sabia”). Com boa vontade, pode-se até admitir que seria um caso de criatividade brasileira, de quem quer ajudar o país a resolver pela sociedade um problema que o governo está patinando para enfrentar com o Marco Civil da Internet.

Mas aí vem outro problema: quem é a ~sociedade~ que vai “autorregular” a internet?
Sim, porque a ~rede mundial de computadores~ não vai se autorregular. Regulação é para as pessoas que usam a Internet. E como são muitos os usos possíveis, as tretas são inevitáveis. A ideia da ANARNET seria resolver esses debates ali mesmo entre os envolvidos, sem recorrer ao Estado, sem leis, sem decisões judiciais.

Para isso ela iria produzir normas de autorregulamentação, que “poderão se materializar em contratos, convênios, eventos e parcerias” (XVIII) e que elas “vincularão apenas seus associados e aderentes” (XII). Quem é que vai produzir? Os associados, pelos associados e para os associados.

Então, se apenas associados precisam seguir as normas da ANARNET, e precisa pagar para participar, qual seria então a utilidade de se filiar a ANARNET, seja uma empresa ou uma pessoa? Permitir que, agindo como o CONAR, ela possa remover meus vídeos? Com que poder, se não está ligada ao Estado? Vai ter sanção econômica?

Está dito também que essas normas internas não representarão “qualquer direito de responsabilização civil ou criminal” (XIV). Como assim, Bial?! E se uma parceria entre associados violar direitos de um consumidor não associado? Não vale reclamar na Justiça? Pois a ANARNET se declara “imune a qualquer interferência estatal”. De novo: como assim!? Como ela pode se dizer IMUNE ao Estado? Se tiver desvio de verba, a polícia não poderia agir? Se houve uma lei sobre o assunto, ela não se aplica? Um decisão judicial não valeria?

Parece picuinha, mas se é pra confiar, não dá pra deixar passar barato. Ainda mais se o projeto é promover e executar a “regulação de todas as áreas e extensões em que a internet se operacionaliza”. Lendo assim, parece que eles vão cuidar até de regular o tamanho padrão dos rage faces. Desculpe, mas “todas as áreas” são muitas áreas quando o assunto é internet. E na verdade, o que não falta são autoridades para lidar com a regulação da web: CGI, ICANN, W3C, ITU. Onde entra a ANARNET nessa sopa (opa!) de letrinhas?

Fato é que o site está no ar. A missão e a visão que eles assumem parecem inofensivas e fazem algum sentido. Mas tem muito tempo que eu aprendi a não confiar em site em que não tem NENHUM NOME de pessoa física. A seção “quem somos” não diz quem eles são. A página da Diretoria não revela os diretores. O mesmo para o conselho superior e o conselho fiscal.

A conclusão é que tudo que sei sobre a ANARNET continua suspeito demais e secreto demais para merecer confiança. Se fosse um email na minha caixa de entrada, ia ficar junto com os convites para aumentar meu pênis e ajudar banqueiro nigeriano.

Há vinte anos, a World Wide Web se tornava pública

Essa decisão transformou a internet, tornando-a um lugar onde todos nós podemos compartilhar de tudo livremente.

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Por Jamie Condliffe, no Gizmodo

Em 30 de abril de 1993, aconteceu algo que mudou o mundo digital para sempre: o CERN publicou uma declaração que disponibilizou a tecnologia por trás da World Wide Web para qualquer pessoa, sem pagamento de royalties.

Essa decisão – impulsionada por Sir Tim Berners-Lee – transformou a internet, tornando-a um lugar onde todos nós podemos compartilhar de tudo livremente: de atualizações em mídias sociais, a streaming de músicas, a vídeos de gatos no YouTube. Isto basicamente moldou a forma como nos comunicamos hoje.

No Brasil, muitos só tiveram acesso à web pública mais tarde. Em 1995, a internet se tornou de acesso público (antes era restrita a universidades e órgãos do governo); mas só no ano seguinte houve uma grande expansão no número de usuários, após a criação de diversos provedores e grandes portais da web, como BOL, UOL e ZAZ.

Para celebrar a ocasião especial de 20 anos atrás, o CERN – o mesmo grupo de pesquisa por trás das experiências no Grande Colisor de Hádrons – republicou seu primeiro site na URL original,info.cern.ch. Não há muito a se ver nele, mas faz lembrar o quanto a web mudou nos últimos vinte anos.

Na verdade, a republicação do site faz parte de um projeto mais amplo, para escavar e preservar diversas preciosidades digitais que se mantêm desde o início da web. Conheça mais sobre o projeto no link a seguir: [CERN]