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‘Igreja dos Games’ leva a palavra de Jesus para fãs de jogos eletrônicos

Estande da Game Church ("igreja dos games") durante a feira Pax East, em Boston (foto: Alexandre Orrico/Folhapress)

Estande da Game Church (“igreja dos games”) durante a feira Pax East, em Boston (foto: Alexandre Orrico/Folhapress)

Alexandre Orrico, na Folha de S.Paulo

Imagine um local apinhado de telões, consoles de videogame e algumas dezenas de computadores potentes, prontos para rodar no máximo qualquer jogo de última geração.

Poderia ser uma sala de uma feira de games ou um espaço dentro de uma grande produtor, mas você acabou de ler a descrição de uma igreja.

“Nada de leituras extensas da Bíblia ou confissões e penitências. Apenas queremos reunir fãs de games sob a palavra de Jesus” diz a descrição da Game Church, a “Igreja dos Games”, que tem um estande montado na PAX East, feira de jogos eletrônicos que acontece em Boston (EUA), de sexta-feira (22) até o próximo domingo.

“Nossas salas parecem saídas dos filmes ‘Blade Runner: o Caçador de Androides’ ou ‘O Vingador do Futuro’”, diz o panfleto da igreja.

“Espere, mas eu posso ser cristão e matar zumbis, ou atirar em alguém? Isso não é hipócrita? Nós somos hipócritas. Todo ser humano é. Mas os videogames não são o problema” diz Mike e Bridges, fundador da Game Church. Este e outros temas, como sexo, amor e vício são abordados nos encontros.

A única sede da Game Church está na cidade praiana de Ventura, no estado da Califórnia, a cerca de 1h de Los Angeles. Mas Bridges quer levar a palavra de Jesus para jogadores de todo o país e, quem sabe, de todo o mundo.

“Ele ama os gamers! Eu acredito que Jesus jogaria comigo no “World of Warcraft” se vivesse hoje”, completa Bridges.

dica do Etewaldo Junior

Camiseta vendida no site da Game Church com a mensagem "Jesus ama os gamers" por cerca de R$ 40

Camiseta vendida no site da Game Church com a mensagem “Jesus ama os gamers” por cerca de R$ 40

Jogador deixa webcam ligada e sexo com namorada é visto por 200 mil

Homem transmitia partida de ‘World of Warcraft’ para seguidores. Gamer só percebeu o incidente no dia seguinte.

publicado no G1

Um jogador de “World of Warcraft” apelidado “Murdaralph” transmitiu ao vivo uma partida de “Mists of Pandaria” para diversos de seus seguidores ao redor do mundo. Ao final do jogo, o homem esqueceu de desligar sua webcam, que continuou gravando e transmitindo ao vivo imagens de seu quarto, flagrando o momento em que o jogador fez sexo com sua namorada.

A câmera gravou toda a relação do casal, e o link começou a ser compartilhado por centenas de milhares de pessoas. Murdaralph não percebeu o deslize até a manhã seguinte, quando foi até seu computador e viu que ele ainda fazia a transmissão, de acordo com o jornal dinamarquês “Ekstra Bladet.”.

Jogador esqueceu câmera ligada, que filmou toda a noite do casal (Foto: Reprodução)

Em um post na rede social “Reddit”, Murdaralph afirmou que o ato não foi proposital, e que ele não tinha ideia que a câmera ainda estava ligada. O homem teria enviado uma mensagem à namorada explicando o episódio, e ela teria respondido que “queria matá-lo”. Ao saber que a transmissão tinha sido assistida por mais de 200 mil pessoas, ela teria parado de se corresponder com ele.

O vídeo da transmissão havia sido hospedado em um site de streaming, e já foi removido. Todavia, algumas pessoas conseguiram gravar a transmissão, e a postaram em sites de vídeos pornográficos.

É mais fácil encontrar namoro em salas de games online do que em páginas de relacionamento

Publicado originalmente no Olhar Digital

World of Warcraft é um bom lugar para se relacionar, afirma o infográfico (Foto: Reprodução/Getty Images)

Mesmo que a indústria de jogos tenha lucrado cerca de US$ 16,5 bilhões em 2011 só nos Estados Unidos (US$ 6 bilhões a mais do que toda a bilheteria do cinema norte-americano), os gamers mais assíduos ainda enfrentam o estigma de serem chamados de solitários e antissociais.

Talvez até seja verdade quando o jogo em questão seja um World of Warcraft ou um Starcraft da vida, mas o perfil desses jogadores mudou bastante nos últimos anos quando o assunto é encontrar um parceiro ou parceira, e principalmente em comparação com pessoas que preferem acessar sites de namoro para encontrar uma cara-metade.

Um infográfico produzido pela Online University mostra bem esse quadro. A informação é clara: está mais fácil se envolver com alguém nas salas de games online do que em páginas de relacionamento. Isso porque em sites de jogos, como o do World of Warcraft, 12 milhões de pessoas estão inscritas, contra apenas 1 milhão de redes de namoro virtual. Além disso, a média de idade dos gamers é de 32 anos, enquanto o dos cadastrados em sites de namoro é de 48.
A frequência é outro fator que impressiona: o tempo médio gasto em páginas de relacionamento é de 1,4 horas por mês. Em sites de jogos online, esse número cresce para 34,6 horas mensais.
Ainda no mundo de World of Warcraft, 74% dos usuários namoram alguém que também joga o game de MMORPG, contra 33% das pessoas que estão envolvidas com alguém que conheceu em sites de namoro. Outro dado interessante revela que se um homem entrar em contato com 100 mulheres no Match.com, apenas uma vai responder a mensagem. E para conhecer a namorada ou namorado vale tudo: 24,3% dos gamers de WoW viajam mais de 48 quilômetros e 75% mais de 160 km para se encontrar com a futura parceira (o).
A Online University explica que, enquanto você está jogando, áreas do cérebro são ativadas para liberar dopamina, o neurotransmissor responsável pelas sensações de prazer e motivação – sem contar que a velocidade do senso de decisão aumenta em 25%. “O que isso significa? Gamers se sentem melhor e agem mais rápido. Não há como eles fugirem das garotas”, conclui o estudo.

Games on-line atrapalham relação conjugal, afirma pesquisa

Games fazem mal ao casamento, mas chamar a esposa para brincar pode ajudar

Publicado originalmente na Veja on-line

Só ‘mais meia horinha’ pode sim fazer a diferença. Segundo uma pesquisa da Universidade Brigham Young, nos Estados Unidos, jogos online, como World of Warcraft ou Call of Duty, são grandes fontes de tensão e descontentamento no casamento. Nada menos que 75% dos parceiros – principalmente as mulheres – de jogadores virtuais gostariam que eles passassem menos tempo salvando o mundo e se dedicassem mais às atividades conjugais.

“É senso comum que muitos casais enfrentam problemas em torno dos games, principalmente quando os maridos são viciados na jogatina. O impacto é claro”, afirma Neil Lundberg, professor responsável pela pesquisa. “Descobrimos que o problema não é quantas horas a pessoa passa jogando, mas sim como esse período impacta a relação entre o casal”, completa ele.
O jogo, afirma a pesquisa, pode tomar o tempo das conversas e atividades feitas em conjunto, momentos que aproximam o casal. Com isso, um dos cônjuges se sente abandonado.

Clube do Bolinha — E, quase sempre, é a mulher que fica de fora da festa. Os pesquisadores entrevistaram 349 casais em que ao menos um dos indivíduos é um jogador contumaz. Em 84% dos casais, esse é o homem. E no caso de casais que jogam juntos, em 73% dos casos o homem joga durante períodos maiores.

Chamar a esposa para a brincadeira, aliás, é a saída encontrada pelo estudo para resolver o problema na maioria dos casos. O jogo online tem um efeito positivo na vida de 76% dos casais que compartilham o joystick. Os jogadores, afirmam os pesquisadores, gostam de interagir com seus avatares — sua persona virtual — no universo online.

“Nem todos os videogames são ruins”, afirma Michelle Ahlstrom, uma das autoras. “Alguns são divertidos e podem fortalecer a relação com o companheiro. É preciso considerar o conteúdo do jogo, quanto tempo ele exige, como ele afeta o  trabalho, o  sono e, sobretudo, a relação matrimonial”, aconselha  Ahlstrom.

foto: Jupiterimages