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Redes de fast food nos EUA aceitam desafio de fazer lanches iguais aos das fotos

McDonald’s, Burger King, Jack in the Box e Wendy’s participaram das provocações feitas pelo canal do Youtube Mediocrefilms

LANCHES FICAM PARECIDOS COM AS IMAGENS PRODUZIDAS EM ESTÚDIO (FOTO: REPRODUÇÃO / YOUTUBE)

LANCHES FICAM PARECIDOS COM AS IMAGENS PRODUZIDAS EM ESTÚDIO (FOTO: REPRODUÇÃO / YOUTUBE)

Publicado na Época Negócios

Não é nenhuma novidade que as refeições de fast food não são nada parecidas com as mostradas em suas propagandas. Mas um canal de vídeos do Youtube, o MediocreFilms, resolveu pedir aos gerentes de grandes lanchonetes que tentassem fazer lanches parecidos com os dos anúncios divulgados e o resultado foi, digamos, positivo. O canal registrou tudo em um vídeo (em inglês).

O MediocreFilms visitou quatro locais: o McDonald’s, o Burger King, a Jack in the Box e a Wendy’s. Primeiro, o comediante e ator Gregory Charles Benson, que apresenta o vídeo, pede a comida como um consumidor tradicional. Depois, ele a compara com o anúncio divulgado na internet e volta ao balcão para perguntar se um novo lanche, igual ao da imagem que está na caixa do produto, pode ser feito. Todos os funcionários topam o desafio.

Depois de pedir um Big Mac parecido com o da propaganda na maior e mais famosa rede de fast food do mundo, o apresentador pergunta ao vendedor, que ri com a situação, se alguém já havia feito o mesmo pedido e ele responde que não.  “Eu nunca ouvi isso antes”, afirmou o funcionário do McDonald’s. O sanduíche feito na segunda tentativa é mais parecido com a imagem que ilustra a comida na caixa de papelão.

As provocações também foram aceitas e tiveram ótimos resultados na redes Burger King, Jack in the Box e Wendy’s. No Burger King, o vendedor afirmou só cumprir ordens e que as imagens publicitárias não se parecem em nada com o que eles fazem no dia a dia. Ao fazer a refeição semelhante ao do comercial para Benson, a funcionária da Jack in the Box afirma: “Apenas para você”. A vendedora da rede Wendy’s justificou o visual do primeiro lanche oferecido ao apresentador afirmando que a imagem nem sempre é o que importa para o cliente, já que os lanches servem para matar a fome. Veja:

“Consegui convencê-lo pela canseira”, diz pai de black bloc

Motorista Osvaldo Baldi, de 50 anos, afirma que buscou o filho na manifestação para protegê-lo da reação da polícia

Pai tenta convencer o filho a deixar protesto e ir para casa (foto: Reprodução/Globo News)

Pai tenta convencer o filho a deixar protesto e ir para casa (foto: Reprodução/Globo News)

Mariana Zylberkan, na Veja on-line

Certo de que o pior poderia acontecer, o motorista Osvaldo Baldi, de 50 anos, não relutou em sair de casa e se infiltrar no meio de mascarados que se preparavam para ocupar a linha de frente do protesto que tentou fechar a avenida Radial Leste, principal via de acesso ao estádio Itaquerão, no dia de abertura da Copa do Mundo no Brasil, na última quinta-feira. Entre os mascarados, estava Renan Molina, seu filho de 16 anos. Ao avistá-lo no meio da multidão pela TV, com uma camiseta preta cobrindo o rosto, ao estilo da tática black bloc, o motorista o puxou pelo braço e deu início a uma longa discussão para convencê-lo a voltar para casa. Alguns mascarados até tentaram impedi-lo, mas ele repetiu firmemente: “Ele é meu filho”. O embate familiar foi flagrado pela imprensa mundial e o vídeo tornou-se assunto do dia nas redes sociais.

No vídeo, pai e filho rebatem argumentos por longos minutos. “Você é meu filho e eu não o criei para isso”, insistiu o pai. Em determinado momento, os manifestantes intervêm a favor do garoto e fazem coro de “Deixa, deixa”. “Consegui convencê-lo pelo cansaço. Sabia que a polícia não ia deixar barato uma confusão na abertura da Copa e fiquei com medo de ele levar um tiro de borracha no olho ou se machucar gravemente”, diz o motorista.

Ele conta que ficou tão nervoso que nem percebeu a multidão e a grande quantidade de câmeras que acompanharam a discussão entre pai e filho. “Só percebi depois, me senti o próprio palhaço no circo.”

Naquele dia, Renan havia dito para a mãe que iria andar de skate no CEU Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo. A mãe só percebeu que o filho havia se mentido em encrenca quando o viu pela TV em meio ao protesto. Mesmo com o rosto coberto pela camiseta, a mãe reconheceu as roupas e o jeito de andar de Renan.

Renan já havia ido a outras manifestações, acompanhado pela mãe, mas a da última quinta-feira foi a primeira a participar com o rosto coberto. “Somos a favor dos protestos, desde que defendam causas justas, como a redução da tarifa do transporte público no ano passado, e sempre de cara limpa. A partir do momento que meu filho cobriu o rosto, ele perdeu o direito de reivindicar qualquer coisa”, diz Baldi.

No vídeo, uma das primeiras coisas que o pai faz ao ver o filho é lhe arrancar a camiseta preta do rosto. Segundo ele, o filho não é black bloc. Depois de muita discussão, o pai conseguiu demover o filho da ideia de participar do protesto da Copa e voltaram para casa. Demorou um pouco para o assunto ser retomado pela família. “Cheguei exausto, a descarga de adrenalina foi muito forte.”

Passado o nervoso, Baldi começou a se dar conta da dimensão da bronca que havia dado no filho. Ele ainda tenta entender os motivos por trás de tanta repercussão. “Cumpri meu papel de pai. Se tiver que ir de novo, eu vou.”

Arquidiocese notifica TV italiana por usar imagem do Cristo Redentor

Imagem do Cristo Redentor foi utilizada em propaganda de TV italiana - Ivo Gonzalez / Agência O Globo

Imagem do Cristo Redentor foi utilizada em propaganda de TV italiana – Ivo Gonzalez / Agência O Globo

A propaganda termina com o Cristo vestido com a camisa azul número 10, do craque italiano Antônio Cassano

Deborah Berlinck, em O Globo

BOLONHA – A Arquidiocese do Rio está pedindo entre 5 e 7 milhões de euros (entre R$15 e R$21 milhões) de indenização à maior rede de televisão da Itália, a RAI, por a emissora ter “vestido” o Cristo Redentor com uma camisa da seleção italiana de futebol, num filme para promover sua programação na Copa do Mundo. Além de desrespeito religioso, a Arquidiocese acusa a rede italiana de exploração “ilitica” da imagem do Cristo, lembrando que é dona exclusiva dos direitos autorais, materiais e morais do monumento.

- A Arquidiocese se sente ultrajada. É como se uma TV brasileira promovesse sua programação colocando mulatas com gladiadores no Coliseu de Roma. É um insulto a um simbolo nacional – disse Alexandro Maria Tirelli, o advogado italiano que enviou notificação a Rai, a pedido de Rodrigo Grazioli, advogado paulista contratado pela Arquidiocese.

Tirelli disse que entrou em contato com a direção da Rai na sexta-feira e que, aparentemente, a propaganda foi retirada. Agora faltam as indenizações. Na notifição por escrito que enviou a Rai, a Arquidiocese não menciona o montante da indenização. A entidade eclesiástica diz que tomou conhecimento da publicidade no dia 30 de abril através da rede social Youtube, e pede a retirada “imediata” do anúncio. A carta acaba com uma ameaça de entrar na Justiça caso não haja acordo que “englobe a indenização pela utilização indevida ja consumada”.

O advogado italiano disse que a Arquidiocese quer usar a indenização para obras caritativas da igreja.

- A motivação não é para fins lucrativos. Uma marca mundial de artigos de esporte propôs pagar à Arquidiocese US$ 2 milhões para vestir o Cristo Redentor com suas camisas. A Arquidiocese se recusou – disse Tirelli.

A Copa do Mundo no Brasil virou uma dor-de-cabeca inesperada para a Arquidiocese. Com o Cristo Redentor sendo o maior cartão-postal do Brasil, a Arquidiocese também ameaça comprar uma briga com a casa de apostas inglesa Landbroke. Numa publicidade, a Landbroke nao apenas vestiu o Cristo Redentor com uma camisa de futebol, como cobriu seu rosto. Um pedido de informação feita pelo GLOBO por email à assessoria de imprensa da Rai não foi respondido.

A propaganda da Rai, de cerca de 30 segundos, reúne todos os clichês do Rio: crianças, futebol, favelas. E termina com o Cristo vestido com a camisa azul número 10, do craque italiano Antônio Cassano.

Ancelmo Gois, em sua coluna desta sexta-feira, publicou uma foto do perfil no Instagram do jogador italiano Mario Balotelli. O craque italiano aparece de braços abertos no alto do Corcovado, como o Cristo Redentor, com a camisa da Azurra.

Cantando “Flashdance”, freira bate metaleiro e vence “The Voice Itália”

Na final do "The Voice Itália", Cristina Scuccia repetiu a música "No One", de Alicia Keys, apresentada na sua audição do programa, que surpreendeu jurados e telespectadores (foto:  Marco Bertorello)

Na final do “The Voice Itália”, Cristina Scuccia repetiu a música “No One”, de Alicia Keys, apresentada na sua audição do programa, que surpreendeu jurados e telespectadores (foto: Marco Bertorello)

Publicado no UOL

A freira Cristina Scuccia, de 25 anos, venceu a final do programa “The Voice Itália” nesta quinta-feira (5) com uma sequência de apresentações de música pop. Ela superou os competidores Giacomo Voli, Tommaso Pini e Giorgia Pino – respectivamente em segundo, terceiro e quarto lugares –, depois de cantar as músicas “Beautiful That Way”, da trilha sonora do filme “A Vida é Bela”, “Lungo La Riva”, “Gil Anni”, “No One” e “Flashdance… What a Feeling”.

No último embate, contra Giacomo Voli, Cristina teve 62,30% dos votos do público. Com longos cabelos cacheados, olhos claros e um visual metaleiro, Voli mostrou um repertório que foi da ópera “Nessun Dorma”, famosa na voz de Luciano Pavarotti, ao rock “Stairway To Heaven”, da banda Led Zeppelin. Em sua última apresentação, da música “Vivere il mio tempo”, da banda italiana Liftiba, o músico tocou violão e ganhou elogios dos jurados pela versatilidade.

Para ganhar a batalha final, a freira fez covers inéditos, duetos e até recitou o “Pai Nosso” no palco, arrancando muitos aplausos da plateia.

“Agradeço a todos aqueles que me ajudaram nesse período difícil”, declarou a religiosa, que teve uma experiência missionária de quase dois anos no Brasil, durante a qual ela trabalhou com jovens em situação de pobreza.

Sucesso no mundo inteiro, a freira recebeu apoio de internautas de outros países durante a transmissão da final. “Toda a sorte à freira Cristina! Te seguimos e torcemos da Argentina”, escreveu um deles no site oficial. Mensagens semelhantes foram postadas por torcedores de países como México, Canadá, Colômbia, Equador e do Brasil. “Brasil, com Sour Cristina, belissima”, escreveu Elisa Siqueira, de Guaratinguetá.

Surpresa com música de Alicia Keys
Cristina surpreendeu jurados e telespectadores do mundo inteiro ao cantar “No One”, de Alicia Keys, na audição do programa. Indagada se o Vaticano poderia reagir negativamente a sua participação no programa, ela respondeu: “Já que o papa Francisco fala de um evangelho de alegria, acho que estou em um bom caminho”.

Quando entrou no palco pela primeira vez no programa, de hábito preto e com uma cruz no pescoço, a freira surpreendeu pela aparência e pela voz, causando um verdadeiro furor nas redes sociais.

Até o cardeal Gianfranco Ravasi, o “ministro da Cultura” do Vaticano, publicou um tuíte, citando o apóstolo Pedro: “Cada um de nós, segundo o dom que recebeu, põem-no a serviço dos outros #irmãcristina”. “Tenho um dom, e eu o dou”, disse a irmã Cristina a um dos membros do júri, a apresentadora e cantora Raffaella Carrà, que lhe perguntou se era, realmente, uma freira.

“Mas o que o Vaticano diz?”, questionou o júri. “Espero um telefonema do papa Francisco”, brincou Cristina. O papa “nos diz que devemos sair (dos conventos), que digamos que Deus não nos exclui de nada, pelo contrário, Ele nos estimula a dar”, acrescentou.

Veja apresentação da freira cantando Flashdance no início de maio.