Facebook já é a segunda maior empresa de compartilhamento de vídeos

Publicado originalmente em Techrunch [via Proxxima]

Título original: Vídeos: Facebook atrás do Youtube

Quando falamos em vídeo logo pensamos em YouTube, mas fique atento que o Facebook já é a segunda maior página de compartilhamento de vídeos da internet nos Estados Unidos. Segundo pesquisa da comScore, mais de 184 milhões de usuários assistiram a 36,9 bilhões de filmagens online pela rede social.

O YouTube registrou 157 milhões de visualizações únicas em julho. Completam o ranking dos cinco primeiros o Facebook com 53 milhões, o Yahoo com 49, a Vevo com 45 e a Microsoft com 43 milhões. Em relação a anúncios em vídeos, o Google lidera com 1,5 bilhões durante o mês de julho. O Hulu vem atrás, com 1,2 bilhões e o Adap.tv tem 1,1 bilhões.

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Paciente com câncer posta vídeo de despedida emocionante no YouTube

Aline Carvalhal, no TechTudo

Eric McLean passou os últimos três anos documentando sua luta contra o câncer no canal do YouTube “Donate2LIFE”. Na última terça-feira (14), ele postou seu vídeo final. O americano de 28 anos revelou que não há nada que os médicos possam fazer para salvá-lo.

Eric McLean luta contra o câncer há três anos
(Foto: Reprodução/YouTube)

“Nós tivemos péssimas notícias na semana passada e não há nada que possamos fazer”, disse, no começo do vídeo intitulado “Eric’s Confession Final” ou Confissão Final de Eric, gravado no quintal da casa dos pais. “Noventa e seis por cento do meu sistema nervoso é cancerígeno e meu nervo ciático está sendo tão massacrado pelo câncer que eu estou sentindo a pior dor que vocês podem imaginar.”

A série de videos “Eric’s Confessions” surgiu no YouTube em 24 de junho de 2009, quando, também no quintal da casa dos pais, Eric revelou que tinha leucemia e teria que ser submetido a um tratamento para combater a doença.

Desde então, Eric gravou 108 vídeos com temáticas abrangendo a evolução da doença, sua trajetória pessoal e a esperança que sentia. McLean deixará seus pais, irmãos, e uma irmã, assim como sua esposa Cari, com quem casou recentemente.

“Meu médico disse que eu venci. Ele disse que eu venci. Eu tenho que acreditar. Não havia mais nada que eu pudesse ter feito. Eu lutei até o fim. Eu nunca disse não.”, desabafou. “Com isso, eu digo tchau pela última vez. Eu amo vocês. Obrigado e espero que vocês tenham vidas longas e felizes”, completou.

Confira o vídeo final de Eric abaixo:

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6 pontos importantes para criar um viral

Traduzido por Felipe Nogs, da Forbes.

Eu nunca curti muito essa história de “tantos passos para criar tal coisa” ou “9 dicas para se obter sucesso com a internet”, sempre achei uma furada, porém, decidi nomear esse post dessa maneira para que você não pensasse que isso é uma fórmula pronta, que é só aplicá-la e funcionará. Nada é tão simples, principalmente se tratando de pessoas e internet. Mas, baseado na entrevista que a agência Mekanism concedeu a Forbes, vamos levantar aqui 6 pontos importantes que poderá te ajudar a fazer seu vídeo ir além de “um vídeo legal” e se tornar um verdadeiro vídeo viral.

Acredito ser importante lembrar que, com mais de 4 bilhões de acessos diários, a oportunidade da exposição através do Youtube é imensa. Porém, não é porque simplesmente seu vídeo está no Youtube e você acreditar que o conteúdo é muito legal, significa que você vai capturar o tipo de atenção que deseja.

Precisamos recordar que no Youtube são enviados 60 horas de vídeo em cada minuto onde mais de 4 bilhões de vídeos são visto por dia. Também que mais de 3 bilhões de horas de vídeo são assistidas a cada mês e obteve em 2011, 1 trilhão de visualizações. Fica a dúvida: como se destacar no meio de tanto conteúdo? Vamos ao ponto – na minha opinião – mais interessante dos 6:

1 – Crie doces com remédio

Segundo a Mekanism, a filosofia chamada “Doce com Remédios”, faz com que a recepção da mensagem seja maior quando aliada ao entretenimento. Por isso primeiro a pessoa recebe o “doce” – entretenimento – e em seguida vem a mensagem que você deseja passar .
“O desafio era fazer algo que promovesse a ASPCA e fizesse as pessoas sorrirem. Animais são divertidos. É possível encontrar milhares de vídeos de animais no Youtube com milhares de visualizações diárias, por um motivo: os bichos fazem coisas engraçadas, e as pessoas gostam de assistir a isso. Nós buscamos fazer algo assim, mas, diferentemente de uma criança em uma filmagem caseira, nós não poderíamos arranjar um animal e ficar esperando que ele fizesse algo interessante. Se quiséssemos criar um viral convincente, precisaríamos de nosso próprio gato, com um conceito que viesse descrito logo no título. E assim nasceu o Hovercat.” (mais…)

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Nu de professora de ‘Carrossel’ faz fracasso de bilheteria bombar na internet

Rosanne Mulholland em cena do filme "Falsa Loura"
Rosanne Mulholland em cena do filme “Falsa Loura”

Rodrigo Salem, na Folha de S.Paulo

Quando “Falsa Loura”, de Carlos Reichenbach, foi lançado nos cinemas, em abril de 2008, o filme atraiu cerca de 12 mil espectadores, deixando o diretor deprimido. O cineasta, morto em junho passado, achava que tinha feito um longa popular. Talvez estivesse certo.

“Falsa Loura” virou hit no YouTube, com cerca de 470 mil visualizações. O problema? A cópia no canal é ilegal. “Estou surpresa com a notícia. Quisera eu que o longa tivesse feito 400 mil espectadores”, diz uma atônita Sara Silveira, produtora do filme.

Com esses números, “Falsa Loura”, que ganhou impulso on-line por ter uma cena de nudez de Rosanne Mulholland, a professora Helena da novela “Carrossel”, ficaria em sexto lugar nas bilheterias daquele ano.

“Carlão estaria contente, porque ele queria que seus filmes fossem vistos, mas não ganhamos um tostão e pode atrapalhar as vendas das obras para a TV. Ainda não sei qual ação tomarei. Vou falar com meu advogado”, diz Silveira.

O longa de Reichenbach, no entanto, é apenas a ponta do iceberg.

Filmes nacionais estão completos no YouTube há algum tempo, mas agora foram compilados em uma única página, administrada pelo bacharel em filosofia pela USP Eduardo Carli de Morais, que mora em Goiânia e mantém blogs culturais.

“Eu mesmo não tenho o costume de fazer upload de filmes, porque a situação da contenda entre direitos autorais versus cultura livre ainda não está clara”, explica Carli.

Não é a opinião do advogado Caio Mariano, da Senna & Mariano Advogados: “Não há um ‘lugar cinza’. É uma forma de disponibilização da obra tal qual qualquer outra realizada em cinema, TV, DVD e afins. Tais direitos são de prerrogativa dos distribuidores ou produtores da obra audiovisual”.

O canal reúne mais de 150 filmes nacionais completos, de raridades como “A Hora e a Vez de Augusto Matraga” (1965), de Roberto Santos, a novidades como “Paraísos Artificiais”, de Marcos Prado, lançado há três meses.

“Pela rapidez com que retiram os vídeos, acho que não teremos problemas, mas vamos discutir se haverá uma ação legal”, adianta Dodô Brandão, presidente da Associação Brasileira de Cineastas, que, apesar de ter enviado ofício à Ancine pedindo “punição”, sabe que o caso é mais complicado. “Sou contra colocar filmes completos, mas alguns autores podem gostar da exposição.”

É o caso de Rudi Lagemann, cujo drama “Anjos do Sol”, 2006, foi visto por apenas 30 mil pessoas nos cinemas e já ganhou 166 mil espectadores no YouTube.

“Fico feliz. É ruim quando o vazamento acontece no lançamento, mas meu longa já deu o que tinha de dar. Há outras pessoas que respondem pelos direitos e podem mandar tirar. Eu não vejo problema. A internet precisa ser nossa parceira”, afirma o diretor.

Mas outros diretores e produtores não gostaram de ver os seus longas disponíveis de graça no YouTube, que é parte do gigante Google. “É um absurdo, porque é preciso respeitar o mercado e a janela de lançamento. Acho que as pessoas precisam ter acesso à cultura, mas não pode ser leviano”, reclama Marcos Prado, que conseguiu retirar em 24 horas o seu longa “Paraísos Artificiais”, que acaba de sair em blu-ray, DVD e na loja do iTunes.

Atitude semelhante é adotada pela empresa que administra os direitos autorais das obras de Glauber Rocha, um dos cineastas com mais filmes no canal –há até uma versão italiana de “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro”, de 1969.

“O acervo inteiro de Glauber Rocha está disponível na Cinemateca Brasileira para quem quiser ver. Vamos analisar e vamos pedir para ser retirado, mas não queremos colocar ninguém na cadeia, apenas lembrar que é preciso autorização para exibir esses filmes”, afirma Silvia Gandelman, advogada e administradora dos direitos autorais das obras de Glauber Rocha.

No caso de uma reclamação dos donos dos direitos autorais, o Google verifica o vídeo, retira a obra, notifica o usuário, que pode até perder sua conta. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa diz que “respeita os direitos autorais e trabalhou fortemente para criar ferramentas para combater a pirataria”, referindo-se ao investimento de US$ 30 milhões (R$ 60 milhões) no ContentID, ferramenta que identifica um conteúdo digital protegido por copyright.

“Não cheguei a receber nenhuma notificação do YouTube por ter criado este canal. Só recebo o informe quando um vídeo que integra alguma de minhas listas é excluído. Só hoje, 10 filmes foram excluídos. Se a tendência continuar, grande parte desse material que agora está disponível será ‘exterminado’”, conta Eduardo Carli de Morais, completando: “Pelo menos até que brote de outro usuário”.

foto: Luciana Figueiredo

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