“Liberdade dos cidadãos não é equivalente à ignorância irresponsável”, afirma Drauzio Varella

 

Publicado no Estadão

Mesmo ante o ingresso na fase 1 do programa de flexibilização da quarentena na capital paulista – iniciado quinta-feira com a abertura dos shoppings e outros – o índice de pessoas que resolveram permanecer em casa é parecido como o registrado… antes da medida anunciada por Bruno Covas.

Coisa semelhante está acontecendo em outras capitais – o que leva a crer que existe aí outra crise relevante a ser enfrentada: a de credibilidade depositada nas autoridades públicas no Brasil. Sejam elas do governo federal, dos governos estaduais ou municipais.

Cada cidadão anda fazendo suas próprias avaliações do perigo de ser contaminado ou não pela covid-19.

Indagado a respeito, Drauzio Varella disse, ontem, concordar com essa linha de raciocínio. “A liberdade consciente dos cidadãos, o livre-arbítrio, não é equivalente à ignorância irresponsável”, aponta. Na visão do médico, muitos, ao longo do tempo, absorveram normas contraditórias e se “autoautorizaram” a decidir seus comportamentos. “Pensam, ‘posso até sair um pouco mas vou continuar praticando isolado’. Outros, que já estavam pelas ruas, convencidos que não sofrem perigo, provavelmente continuarão com a mesma opinião”.

Para o psicanalista Tenório Lima, “o ser humano foi subestimado na sua capacidade de raciocínio, o que gerou descrédito na fala principalmente de autoridades políticas”, coloca. A maior parte das pessoas está buscando caminhos de comportamento próprio ou por meio das pessoas em quem confiam.

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