Risco de desenvolver doença ligada à genética diminui com a idade

Publicado no Bem Estar

Sabemos que os genes que herdamos de nossos pais desempenham papel importante no surgimento de doenças e que o envelhecimento nos predispõem a mais moléstias. Entretanto, pesquisadores da Universidade de Oxford divulgaram, na semana passada, uma notícia auspiciosa para os idosos: a associação da carga genética de uma pessoa ao risco para desenvolver uma enfermidade diminui na velhice. O estudo foi publicado no dia 26 de agosto na revista “PLOS Genetics”.

Os cientistas utilizaram dados de 500 mil indivíduos do UK Biobank, no Reino Unido, para avaliar de que forma sua genética influenciava o desenvolvimento de 24 doenças. Constataram que o risco era maior na juventude e caía no caso de enfermidades como hipertensão, câncer de pele e hipotireoidismo. Embora as razões para essa mudança de padrão ainda não estejam claras, eles acreditam que a interação com o meio ambiente – o que inclui um estilo de vida saudável – pode ser a chave da descoberta.

Aproveitando a deixa sobre estilo de vida, outro estudo, com mais de 30 mil pacientes com problemas coronarianos, mostrou que abraçar a atividade física, mesmo que tardiamente, pode ser quase tão benéfico quanto ter o hábito de se exercitar. A pesquisa, liderada pela médica Nathalia Gonzalez, doutoranda da Universidade de Berna, foi apresentada no dia 24 no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia.

Foram avaliadas 33.576 pessoas com doença coronariana que tinham idade média de 62.5 anos, sendo que 34% eram mulheres. Todas pertenciam a nove grupos que vinham sendo monitorados e respondiam a questionários que classificavam seu nível de atividade física. Com base nessas informações, foram divididos em quatro categorias: inativo ao longo do tempo; ativo ao longo do tempo; com atividade aumentada ao longo do tempo; e atividade diminuída ao longo do tempo.

Os pesquisadores concluíram que o risco de morte, de um modo geral, era 50% menor para os ativos; 45% menor para os sedentários que tinham passado a se exercitar; e 20% menor para os que haviam abandonado a atividade física nos últimos anos. O risco de morte por doença coronariana era 51% menor para quem era ativo e 27% para quem tinha aumentado a atividade física. Não havia diferença estatística para os outros dois grupos, de inativos. Para a médica, os resultados mostram que um estilo de vida ativo está claramente associado à longevidade: “além disso, pacientes com doença coronariana podem obter grandes benefícios se se exercitarem numa fase madura, superando os anos anteriores de sedentarismo. Por outro lado, esses benefícios podem ser perdidos se a atividade não for mantida”.

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