Conteúdo marcado como tristeza

“Se você engolir tudo que sente, no final você se afoga”

"Se você engolir tudo que sente, no final você se afoga"
publicado no Revista Bula Engole o choro. Engole sapo. Não diga, não quero saber. Cala a boca, cala o peito, cale-se! Mas o corpo fala, e como fala. Fala a ponta dos dedos batendo na mesa, fala o dente acirrado, rangendo estridente. Falam os pés inquietos na cama. Falam os olhos caindo tristonhos. Fala dor de cabeça, dor na alma. Fala gastrite, psoríase, fala ansiedade, fala memória perdida. Fala o […]

Tenho vocação para a tristeza, mas acredito demais na alegria

Tenho vocação para a tristeza, mas acredito demais na alegria
Nós hoje tendemos a focalizar só os fatos. Com isso, perdemos de vista a vida que, sendo o nosso maior bem, é efêmera. Como a vida tanto depende da atualidade quanto dos sentimentos, vou andar na contramão e falar sobretudo deles Betty Milan, na Veja On-Line Não sei quem é o autor desta frase que eu escrevi e atribuí ao personagem João no romance O Clarão. Ana, a heroína do […]

5 sinais de que você pode estar deprimido e não sabe

5 sinais de que você pode estar deprimido e não sabe
publicado no Equilíbrio em vida 1. Você é super confiante e destemido? Muitas pessoas lidam com a depressão agindo de maneira completamente oposto ao que estão sentindo. Jornadas audaciosas e por vezes impossíveis, como uma nova estratégia para acabar com a empresa rival ou largar o emprego para abrir um restaurante, deixam o individuo se sentindo invencível – quando na realidade isto não existe. A lógica do método até faz […]

A felicidade é deprimente

A felicidade é deprimente
Contardo Calligaris, na Folha de S.Paulo É possível que a depressão seja o mal da nossa época. Ela já foi imensamente popular no passado. Por exemplo, os românticos (sobretudo os artistas) achavam que ser langoroso e triste talvez fosse o único jeito autêntico de ser fascinante e profundo. Em 1859, Baudelaire escrevia à sua mãe: “O que sinto é um imenso desânimo, uma sensação de isolamento insuportável, o medo constante […]

A ameaça da alegria

A ameaça da alegria
Paulo Brabo Em meus anos de teatro amador (leia-se teatro de igreja) acabei avançando rumo à mais paradoxal das conclusões. A pessoa comum sente-se mais ou menos à vontade para interpretar a tristeza, a perversidade e a fúria, mas irá sentir-se verdadeiramente violada se tiver de levar ao palco a alegria. Atores amadores estão prontos para encarnar os tentados, os atormentados, os drogados, as prostitutas, os maus e os infelizes, […]